Entrevista com Paloma Parentoni

Eu criei uma ação, mas os barquinhos falam por si, eu sou somente a pessoa que rema para que eles não percam o rumo do seu espalhar de amor maior.
Paloma Parentoni

A produtora e artista polimorfa Paloma Parentoni conversou com o Poucas e Boas da Mari sobre O Trajeto do Afeto, projeto que utiliza barquinhos de papel como meio de espalhar sentimentos e energias boas. Ano passado, Palomita navegou inicialmente de BH para Campinas, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro para disseminar o afeto. A intervenção foi muito bem acolhida e se espalhou. “A sensação era de que a cada barquinho que colocava em uma cidade que visitava, cinco barquinhos apareciam pelo Brasil e mundo,” destaca a artista. Nessa entrevista, Paloma conta como surgiu a ideia do projeto e seus resultados e experiências. Navegue nessa história! 

POUCAS E BOAS DA MARI – Paloma, em 2010 você fez uma instalação com 250 barquinhos de papel que interagiam sentimentalmente com o espaço e com o público, na primeira edição do Intromissões Poéticas, em Belo Horizonte (MG). Foi dessa experiência que nasceu o projeto O Trajeto do Afeto. Antes de falar do Trajeto, gostaria de saber como se deu a ideia de utilizar os barquinhos em sua intervenção em 2010.

Foto Johnnathan Albano

Foto: Johnnathan Albano

PALOMA PARENTONI – Quando fiz a primeira instalação em 2010, eu não visualizava ainda o projeto como O Trajeto do Afeto. Considero que, de 2010 até o projeto tomar a forma e ter este título, tudo foi experimento, estudo e pesquisa. Poderia não ter dado em nada, mas a potência do objeto foi indicando o caminho.

O Intromissões Poéticas era uma reunião de artistas e amigos para uma noite performática proposta conjuntamente aos trabalhos do artista plástico Wilson de Avellar. Na época, eu fazia produção dentro do projeto que ele executava e uma de suas ações era soltar aviões de papel na divisa entre os Estados de Minas Gerais e Bahia. Quando nos reunimos para pensar a produção do Intromissões,  ele me disse que tinha o desejo que eu também fizesse algo no evento. Dobrei os barcos com a intenção de conversar afetivamente com os aviões dele. Avellar foi a primeira pessoa a levar um barco meu para viajar (ainda em 2010). Este barco desceu o Rio São Francisco.

O objeto é tão potente que aos poucos ele foi reparecendo em meus trabalhos até tomar definitivamente a forma de O Trajeto do Afeto no final de 2011.

PBM – Em O Trajeto do Afeto, os barquinhos de papel continuaram a ser o veículo transportador de sentimentos, de energias boas. É o veículo que une outros artistas e suas variadas artes. Ano passado, o projeto Trajeto navegou inicialmente de BH para Campinas, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Como se deu a escolha dos primeiros destinos?

P.P. – Quando enviei o projeto a Funarte, a ideia inicial era fazer uma ação em BH, viajar até Campinas para me encontrar com o Grupo Garrucha, pegar os barcos produzidos por elas e ir a Fortaleza para fazer somente uma ação, disseminando o afeto de Campinas no Ceará… Conheci este grupo, porque elas fizeram uma instalação com barcos de lona em formato de barcos de papel numa lagoa que existe dentro da Unicamp.

No caminho readequei todo o projeto, incluindo SP e RJ no percurso. Em BH, a ação já estava marcada, seria antes de sair para qualquer viagem, foi assim que tatuei o barco de papel no meu braço. A ação pra mim simboliza meu compromisso com a disseminação do afeto e com o navegar, tenho agora um barco em mim, ele precisa ir a todos os que de alguma forma participam ou já participaram do trabalho. Fiz também uma ação com um vestido, esta remeteu a finalização de um tempo de estudo e trabalhos. O barquinho chega na minha vida atentando os novos rumos e ideias para outros trabalhos, dentro da proposta dos barcos ou mesmo para onde eu quero levar todo o meu trabalho com intervenção urbana e performances.

PBM – Perguntas inevitáveis. Teve algum lugar, algum “personagem”, que mais se destacou durante as “suas navegações”? Se sim, qual? E por quê?

P.P. – Em todas as cidades aconteceram fatos, cruzei com pessoas inesquecíveis que muito contribuíram para os meus pensamentos e direções. Não só pessoas que encontrei pessoalmente durante as viagens, mas pessoas que me enviaram e-mails, histórias que reforçam a cada dia que este trabalho é necessário e muito especial. Ele vem mudando a vida de pessoas que foram tocadas pela proposta, eu mesma já transmutei bastante desde que comecei a realizá-lo, mudanças as quais considero totalmente necessárias e vão ficar por toda a minha vida.

Em BH, os parceiros são as pessoas que se destacam. Como moro na cidade fica mais fácil o trâmite e muitos artistas locais se interessaram. A Tita Marçal criou uma ação chamada “Cartas de afeto”, onde fazia oficina de cartas em comunidades carentes, depois dobrava a carta em formato de barquinhos e enviava via correio para endereços desconhecidos.

Em Fortaleza, Johnnathan Albano me surgiu como um presente, ele era o parceiro que fotografaria a ação. Na primeira reunião que fiz na cidade, onde o conheci pessoalmente, ele me convidou a conhecer a comunidade Poço da Draga, onde ele mora desde que nasceu. O convite dele mudou todo o percurso e planejado para a cidade me proporcionando com a ação do Trajeto, um dos momentos mais bonitos que minha memória pode guardar.

Em São Paulo – Na 25 de Março, uma pedinte idosa e cega me chamou a atenção, uma artista entregou um barco a ela, quando ela pegou o barco começou a gritar “Maria, vamos navegar Maria”. Deu-me vontade de ficar ali, saber quem era a Maria, onde ela estava navegando e não sair de perto nunca mais.

No Rio de Janeiro – uma criança apareceu no primeiro teste que fiz com os barcos no mar, ele está no fim do vídeo da ação no Jardim de Alá. As crianças são personagens a parte durante todo o projeto, elas sempre aparecem do nada no espaço público e fortalecem ao extremo.  Chegando ao Rio, me hospedei na casa de uma fotógrafa e amiga, quando abri a mala, sua filha de 3 anos pegou todos os barcos que eu usaria na cidade e levou para seu espaço de brincar. Estas pequenas coisas me faziam perceber durante todo o caminho que mesmo muito cansada do ritmo da viagem tudo estava dando certo e as pessoas estavam sim entendendo o que eu queria transmitir a elas.

Além das pessoas transeuntes, todo mundo que de alguma forma se aproximou do trabalho contribuiu com o processo de criação dele, o projeto teve muitos parceiros, profissionais que  receberam muito pouco ou nada  para ajudar em tudo com  a intenção de que aquele apoio conseguido pela Funarte ficasse bem maior do que o primeiro planejado. Sou muito grata a tudo isto, profissionais, transeuntes, amigos virtuais, todos!

PBM – Uma das ações do projeto é o artista enviar um vídeo e mais imagens do processo para serem divulgados no blog  do Trajeto. Você ficou surpresa com a participação das pessoas?

Foto Johnnathan Albano

Foto Johnnathan Albano

P.P. – Depois de executar o prêmio ganho com a Funarte, o projeto não parou. Senti que a energia era muito maior do que simplesmente uma “coisa minha”. Não podia terminar o DVD e parar tudo. Sinto-me envolvida com todo mundo que participou e ainda quer participar.  Dividi o projeto em etapas, a primeira etapa foram as viagens que citamos acima, o roteiro foi, BH, Campinas, Fortaleza, São Paulo e finalizei no Rio. Quando cheguei a Campinas, muita gente já estava procurando o projeto e querendo participar do trabalho. Chegando a Fortaleza, a primeira vez no mar com meus barquinhos de papel, entendi a imensidão da proposta e decidi pelo diário de viagens que escrevo no blog abrir a todo mundo que quisesse participar norteando as pessoas em como fazer o vídeo, eu me impressionei muito, os vídeos foram chegando e a cada um era uma emoção diferente. Os amigos de Buenos Aires, da Banda Tulús, além de produzirem o vídeo fizeram a música exclusivamente para o trabalho.

Mesmo com a abertura para os vídeos, muita gente queria participar e não conseguia produzir este tipo de material, foi daí que criei o grupo no Facebook e o grupo começou a receber fotos dos barquinhos e outras ações – Nova Zelândia, Bélgica, Paris… A sensação era de que a cada barquinho que colocava em uma cidade que visitava, cinco barquinhos apareciam pelo Brasil e mundo.

Quando terminei a execução do projeto elaborado para a Funarte, criei a Etapa 2, onde o importante é juntar os amigos, dobrar os barquinhos e enviá-los a mim, para onde vou com esses barcos, faço os vídeos e posto na rede. Percebi que recebendo os barquinhos, todos que se envolveram com a proposta de alguma forma agora estão mais presentes comigo. Viajo com o amor de todos eles e posso levar a locais onde algumas destas pessoas nunca mesmo estiveram. Há um link do blog (“Para participar”), que explica como enviar os barquinhos e fazer parte da ação.

Se nesta segunda etapa, as pessoas querem fazer os vídeos e enviá-los, também são bem recebidos, além disso, parceiros de outras cidades vêm replicando a ação, como aconteceu ainda em 2012 no Encontro Revolucionário das Mulheres Incríveis em São Paulo, onde minha participação foi somente virtual, mas os barquinhos feitos por cinco Escolas Municipais de Belo Horizonte foram enviados para presentear os participantes e continuar o navegar dos barquinhos, “um marinheiro nunca abandona o mar”.

Nunca consegui contar ou listar todas as cidades participantes, está tudo no blog, toda a história em tempo real de cada viagem. O que sei dizer é que em seis meses foram 10.000 visualizações e 700 pessoas inclusas no grupo do Facebook. Da parte interna de produção, estou tentando apoio para documentar tudo isto em um catálogo com distribuição gratuita para todas as cidades, Estados e países que participaram. Pretendo com este catálogo contar dos meus estudos desde 2010 e apresentar o que foi feito ao longo de 2012. Infelizmente este apoio governamental ainda não chegou, continuo tentando e acredito que até o meio deste ano teremos este sonho mais palpável.  Eu criei uma ação, mas os barquinhos falam por si, eu sou somente a pessoa que rema para que eles não percam o rumo do seu espalhar de amor maior.

PBM – Essa próxima pergunta é baseada em uma inquietação de experiências que tive com intervenções artísticas. Sempre tive a impressão que o público em geral sente dificuldade em compreender esse tipo de atividade. Não consegue ter a sensibilidade de compreender ou até mesmo, criar seu próprio significado sobre o que assistiu.  Afinal, as artes não têm interpretações fixas. O Trajeto do Afeto navega em direção de que público?

P.P. – O Trajeto tem a intenção de ser o mais diverso possível, tudo vai sendo construído há seu tempo dentro da recepção e retorno do trabalho.

Eu fico curiosa quando tento entregar um barquinho a alguém e a pessoa se nega, fico tentando entender o porquê alguém recusaria receber uma dobradura tão simples. Afeta-me também a reação de pessoas que não são do meio das artes e convido para ir a rua comigo distribuir barquinhos. Mas a arte tem seu papel tranformador e muita coisa a gente não explica, você sente, agradece, pega o que de bom tem ali e aplica na sua vida, pra mim as pessoas não precisam compreender, elas só precisam sentir, é isto o que importa e todos nós desta contemporaneidade não nos damos muito tempo para tal.

Em cada cidade, os artistas convidados tinham abertura para programar/pensar suas ações, eu somente chegava com a proposta e os barcos. O Trajeto ao meu ver quer levar um momento de memória, um respiro nos grandes centros urbanos, não preciso entregar um barquinho na mão de alguém, posso deixá-lo em algum lugar e ir embora, alguém vai passar e vai ver, quando ver vai se perguntar algo, vai olhar e pensar um pouco sobre aquele objeto naquele local, quem sabe vai lembrar da sua infância, vai levar este objeto pra casa ou vai chegar em casa e tentar se lembrar de dobrar um, se a pessoa se der qualquer um destes instantes ou mesmo parar para olhar o céu ou sentir um cheiro, minha missão foi cumprida.

O público destinado a este trabalho é qualquer ser deste mundo. Na minha última ida em São Paulo, percebi que a gatinha do meu primo, que me recebe na cidade, gostou de brincar de barquinhos, passei a semana dobrando um a dois barcos para dar de presente a ela, a gatinha brincava um pouco e deixava de lado. Numa manhã, quando chegou um hóspede em nossa casa, ela pegou o barquinho com a boca e levou para a cama do hóspede, ela deu um presente a ele, um presente que foi dobrado com esta intenção de afeto, o Trajeto é isto, é viral, é amor, amor não dá pra medir, não posso classificar, tenho que navegar, sentir, passar para o outro e agradecer todos os dias a dádiva de em algum momento da minha vida ter pensado tudo isto e acreditado que realmente era possível.

PBM – Em 2013, os barquinhos rumaram para a capital paulista novamente e atracaram no Festival Na Cidade – Solos na Cidade de São Paulo, no dia 26 de janeiro. Como se deu esse convite? E como foi a participação?

Web

Reprodução

P.P. – O Denis Diosanto é meu grande parceiro em São Paulo quando se trata de minhas ações de performance. Ele cuida do meu trabalho, me ajuda na produção e temos uma relação baseada em trocas, estamos aprendendo e construindo muito juntos. O conheci no Estúdio Lâmina, uma casa galeria no centro velho de São Paulo que me abrigou e participou do trabalho em 2012. O convite para o Festival veio dele e no Solos tive a oportunidade de experimentar a ação em outro formato. Levei barquinhos dobrados por várias pessoas e os instalei ao vivo em uma galeria, eles ficaram no espaço durante todo o evento como presente para o público e desejo de prosperidade e “muitas boas coisas” para uma equipe que está em seu primeiro ano de trabalho, com uma proposta que considero extremamente necessária: Festivais que recebam vários tipos de trabalho num mesmo espaço.

PBM – Por falar em São Paulo… Em outubro de 2012, foi realizado o Festival Existe Amor em SP, que contou com a participação de vários artistas e pregava uma cidade mais justa, livre de preconceitos e intolerância. Esse evento, que aconteceu na Praça Roosevelt, foi ameaçado pela prefeitura (gestão Kassab), mas acabou liberado e uniu milhares de pessoas. Falo desse festival, pois ele foi uma forma engajada de ocupar o espaço público e quase foi proibido pelas autoridades. Outra proibição à arte, também ano passado pela mesma gestão, foi a expulsão dos artistas de rua da Avenida Paulista, com a justificativa de acabar com o comércio ambulante ilegal. Você que se utiliza de espaços públicos para expor sua arte e está novamente atracada com seus barquinhos em São Paulo, qual a sua opinião sobre as atitudes das autoridades em relação à utilização desses espaços? Você que é de BH, já presenciou algo parecido na capital mineira?   

P.P. – Um exemplo de Minas sobre a questão ocorreu em 2009, quando o prefeito de Belo Horizonte, que segue em seu segundo mandato, lançou em 9 de Dezembro  o decreto número Nº 13.798, onde fica proibida a realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação.

Desde esta data, a praça, que até então era somente um local de passagem no centro da cidade e utilizada somente para eventos de grande porte, começou a ser ocupada durante os sábados de verão por moradores e artistas de vários pontos da cidade, munidos de bronzeadores, biquinis e tudo o mais que possa fazer divertir num dia de sol. Há 3 anos temos verão na denominada “Praia da Estação”. Para se  refrescarem os “banhistas” fazem uma vaquinha e contratam um caminhão pipa, alternando este com os horários da fonte que existe no local. No último dia 2 de dezembro pela manhã, muitos estavam lá na “praia urbana” deixando suas oferendas para Iemanjá.

Estamos levando todas estas mudanças de BH com muita cor, humor e amor, amor esse que ficou claro no “Existe amor em SP”, como você diz evento “quase cancelado”. Mesmo com as autoridades jogando contra a população conta com agentes que além de compartilharem do mesmo ideal, já compreenderam como conversar com as autoridades conseguindo representar de forma organizada o que chamo de “amor maior”, é a “onda rosa” paulistana, em cada lugar tem um nome, o objetivo é o mesmo, cada dia a ideia é mais viral e presente em todos nós.

Os grandes centros urbanos são criados para vivermos engaiolados e consumistas, quando contrariamos isto, geramos uma inquietação, as pessoas estão entendendo que estar na rua por si é um ato político, as pessoas estão redescobrindo a rua e aos poucos vamos voltando para o nosso natural de ser humano, é o caminho, é o pós-mundo já que tudo não se explodiu como muitos  acreditavam, temos que nos adequar a este novo mundo, mudanças são sempre mudanças e na história do mundo elas nunca passaram despercebidas.

Sobre as autoridades, prefiro sempre ver o lado poético da questão e é desta forma que me ponho à frente de qualquer uma destas ações. Creio que em algum momento não muito distante vai ser entendido que autoridades existem pra cuidar da gente, não para reprimir, vamos conseguir um diálogo melhor entre povo e poder, as pessoas estão atentas a forma política e se organizando muito bem para lidar com tudo isto, se ajudando, tornando a vida mais orgânica e muito mais coletiva. Não tenho opinião final, todos nós, artistas ou não, autoridades ou cidadãos estamos em mutação, os filhos na nossa geração são quem vão colher estes frutos, me sinto feliz de fazer parte e arte na história do país em que nasci.

PBM – Em 2012, o projeto teve o apoio da Funarte e do Ministério da Cultura, por meio da 8ª Edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais para poder navegar. Esse ano já conseguiu apoio para dar continuidade ao projeto?

P.P. – Enviei vários projetos durante o ano de 2012, mas ainda não consegui um novo incentivo, os planos são muitos, quero viajar para outros estados, ir para o Sul do Brasil e fazer o catálogo com toda a história e documentação dos últimos anos.

Além dos projetos elaborados conforme editais, estou enviando propostas diretamente às prefeituras, escolas, festivais de inverno e empresas privadas, sigo o projeto de forma voluntária, todos que me ajudam, fotógrafo, editor, gestora de projetos, todo mundo trabalhando muito e com muito amor para o barquinho continuar seu navegar.

Em São Paulo aprendi que “a arte é para quem se atreve”, o barco está no mar e aguarda seu próximo porto, para o amor não existe fronteira. Daqui a pouco este incentivo chega. Braços para remar, casa para me receber com os barcos e gente querendo afeto neste mundo é o que não falta!

DSC_00041_fb

Homenagem do PBM ao projeto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *