Entrevista com a fotógrafa Betânia B. sobre o projeto Cururuar Fluvilab

Divulgação

A fotografia me permite levar o Marajó para qualquer lugar.
Betânia B.

Fluvilab (Divulgação)

Fluvilab (Divulgação)

São Paulo, Belém (PA) e Chaves, na Ilha de Marajó (PA). Qual o elo desses três lugares? O projeto Cururuar Fluvilab. Nome que homenageia o rio Cururu, Cururuar foi elaborado pelo Coletivo Cururu e tem como objetivo promover, por meio da vivência e interação, ação artística e cultural, atravessadas pelo fluxo de relações entre essas cidades. De cinco oficinas fotográficas itinerantes, realizadas com cem participantes, a maioria jovens, no mês de abril deste ano, resultou o livro de Memórias Cururuar Fluvilab, lançado no dia 19 de novembro, em São Paulo. Para falar sobre o projeto, o Poucas e Boas da Mari conversou com a fotógrafa paraense Betânia B.

POUCAS E BOAS DA MARI – Betânia, inicio a nossa entrevista sobre o Coletivo Cururu. Foi criado por conta do projeto?

BETÂNIA B. – A questão do Coletivo é a pergunta mais polêmica de todas, pois ele se configurou de fato ao longo do processo. Iniciamos o coletivo comigo, com os fotógrafos Tatiana Nolla e Rogério Nagaoka, mais o poeta e produtor cultural Tunico Ferreira. Com as dificuldades foi necessário nos reinventarmos enquanto coletivo, fugindo do convencional coletivo fotográfico e agregando todos que tivessem interesse na concretização do projeto. Na verdade, o projeto nasceu a partir do trabalho fotográfico que realizo no Marajó desde 2012, onde os cururuenses demonstravam interesse e curiosidade pelo processo fotográfico.

PBM – Então era um sonho desde 2012?

B.B – Em 2012, descobri o que gostaria de fazer com a fotografia. Antes, fazia a faculdade e não tinha noção do que faria em fotografia. Nem sabia se trabalharia com isso, porque antes da fotografia existir já existia o Marajó. A fotografia nasce dentro do Marajó, na verdade. Sempre ajudei meu pai com o trabalho na fazenda e foi lá que comecei a fotografar, pois é um lugar que não tem muita coisa para fazer. A fotografia era meu entretenimento. Quando descobri que o que eu queria fazer em fotografia estava lá, foi só seguir adiante buscando as possibilidades de acontecimento do meu trabalho fotográfico. Algo que ainda hoje continua em processo. O Cururuar está entre as possibilidades de acontecimento que tenho conseguido realizar. Por sinal, a mais prazerosa das possibilidades. (rs) Para o Marajó, a questão do digital foi maravilhosa, porque é um lugar que não tem nada de urbano, não há locais para revelar fotos… Quando consegui escrever o texto do projeto, fui procurar meus amigos de São Paulo para que pudessem me dar sugestões em termos de organização e direcionamento para um edital. Até então, era apenas eu. Foi uma coisa bem intuitiva e informal. Eles leram, se encantaram, começamos a trocar ideias, ver as possibilidades. Não tínhamos noção de orçamento. Encontrei o edital da Funarte e achei que o dinheiro seria suficiente. Eram R$ 75 mil. No meio dessa história, o orçamento foi bastante apertado, porque a logística é dificílima. Descobri que quem ganha dinheiro são os donos dos poços de petróleo, pois a maior parte da nossa grana escorreu para o combustível que utilizaríamos para que o barco pudesse navegar. (rs) 

PBM – Por falar no edital da Funarte, vocês passaram em primeiro lugar no edital da 12ª Edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais para viabilizar o projeto. Porém, o pagamento do prêmio foi adiado por tempo indeterminado. Essa questão impossibilitou alguma fase do trabalho?

B.B. – A dificuldade começou quando descobrimos que não seria 75 mil, porque tinha o desconto do imposto de renda. Algo que não consigo entender, já que esse dinheiro não era para minha renda, por exemplo. Era um prêmio para realizar um trabalho. Só o desconto foi em torno de R$ 20 mil. O negócio apertou ainda mais. Porém, após a homologação do resultado, sem saber que o dinheiro não sairia no prazo, o que fizemos? Compramos as nossas passagens por conta própria, pensando em abater esse custo depois. Tínhamos a previsão de receber até janeiro, no máximo. Isso foi em novembro de 2015. Fui para Chaves no mês de dezembro fazer uma prévia e o restante do Coletivo foi no período das oficinas. Pedi ajuda ao Roni, vaqueiro da fazenda, pois precisávamos de cinco pessoas, uma em cada uma das cinco vilas escolhidas para serem contempladas pelo projeto; para que elas fossem as responsáveis por divulgar as oficinas e por outras coisas que viriam adiante. Voltei para São Paulo e no final de dezembro chegou a carta da Funarte falando que o recebimento do prêmio tinha sido adiado e não havia previsão de pagamento. Balde de água gelada! Pedimos autorização ao pessoal da Funarte para darmos andamento ao projeto, mesmo sem o dinheiro. Expliquei que tínhamos um calendário imposto pela natureza, já que o barco só poderia navegar, em todas as vilas participantes, durante o período da cheia – inverno – no Marajó e que não tínhamos como modificar o cronograma do projeto em função do atraso do pagamento. Tivemos autorização não oficial. Já tínhamos os cinco representantes, 126 intenções de inscrição e o barco da minha família, que usamos como laboratório fotográfico. Mas precisávamos de combustível e de alimentos. Lá não tem como levar dinheiro para comprar uma “quentinha” na esquina, pois não existem esquinas, as vias são os rios. Já em Belém, dessa vez acompanhada do produtor Tunico (Ferreira), conseguimos com ajuda de amigos e parentes, realizar uma grande “vaquinha”, que viabilizou as oficinas. Fomos um mês e meio antes do início das oficinas, com “sangue nos olhos”, para fazer o projeto acontecer.

*O projeto Cururu atendeu a cem participantes nas vilas Boa Esperança, São Joaquim, Apaiari, São Benedito e Nedi Barbosa.

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PBM – Foi um projeto bem colaborativo.

B.B. – Começamos em quatro pessoas e hoje somos aproximadamente 200. Após o lançamento do livro, creio na possibilidade de virarmos 300. Nosso maior desejo é formarmos uma rede cada vez maior, que permita o Cururuar existir de maneira independente e permanente. O fato do prêmio não ter saído acabou sendo “o lance” mais positivo de todos. Isso nos emancipou! Temos outra perspectiva agora. Antes, se não tivéssemos o dinheiro não faríamos. Agora, não ter dinheiro, é uma das questões de ordem prática entre tantas outras. Tínhamos uma previsão de gastar R$ 30 mil para viajar, fomos com R$ 1.700,00 no bolso. Todo o resto resolvemos com doações e parcerias. Além dos quatro, tinham mais seis amigos, que convidamos para participarem de uma expedição como ouvintes das oficinas. Tinham vários voluntários. Tivemos doações de toda a espécie. O cara que doou um talher tem a mesma importância do cara que trabalhou voluntariamente, ou daquele que doou dinheiro. Deixamos a coisa bem na horizontal. O mais bacana dos apoiadores é que eles são muito participativos, fazem questão de marcar presença. Tivemos, em outubro, um bate-papo aberto em Belém, onde haviam cerca de 70 participantes. Me arrisco a dizer que 90% das pessoas ou eram apoiadores, ou eram pessoas querendo conhecer o Cururuar com o intuito de ajudar. Para eles não é somente uma questão de serem solidários a causa, querem discutir e fazer parte das reflexões.

PBM – Os participantes das oficinas eram todos jovens? Tinha classificação etária?

B.B. – Qual era o meu problema quando pensei o que seria oferecido nas oficinas? Era um município onde cerca de 40% da população adulta é analfabeta. Não estou incluindo o analfabetismo funcional. Como daremos conta de levar algo que as pessoas não precisassem passar por qualquer tipo de constrangimento por não saber ler e escrever? Nesta história do que era possível, percebemos que dava para fazer de oito a 80. Quando chegou na hora, porque é na hora do “perrengue” é que as coisas acontecem, surgiram algumas questões. Como uma criança de oito anos, que não deve ter tomado uma aspirina na vida, vai ficar em contato com os químicos? Ficou estranho, principalmente, porque era muito quente o porão do barco, só tínhamos três ventiladores. Região Norte, aquele calor insuportável e era tudo vedado com plástico. Foi guerra! (rs) Escolhemos não deixar essas crianças participarem. Nesse processo de integrar todo mundo, a galera que foi para expedição, fizeram outras coisas com essas crianças. “Vamos pintar!”, “Mas não tem canetinha”, “Vamos pintar com caroço de açaí”, “Vamos brincar de bolinha de gude com o caroço”… No final das contas, eles fizeram parte do intercâmbio tanto quanto. Os jovens foram a presença forte mesmo.

PBM – Explique a transformação do porão o barco boiadeiro, típico da região Amazônica,  em laboratório fotográfico. Essa ideia estava no projeto ou surgiu durante o processo de realização do mesmo?

B.B. – Tudo é muito intuitivo quando penso em trabalho fotográfico… Perguntaram-me qual era o meu procedimento para a realização do meu trabalho autoral. Vou para lá, armo a minha rede, pego a minha câmera e fico esperando. Uma hora surge alguém para bater-papo, contar uma história ou me levar a algum lugar específico. As coisas vão acontecendo. O processo do barco foi a mesma coisa. A ideia desse projeto era fazer nas escolas. Desejava ligá-lo com a educação por conta desse quadro que existe lá. Nem pensava no barco nesta época. Por conta de politicagem, não tive nem abertura para conversar. Aí entra o barco do meu avô. Estava há um tempão abandonado e um pouco antes da realização das oficinas, meu pai e meus tios o reformaram. Ele era meu principal elo com o lugar. A primeira coisa que veio a cabeça foi de transformar o porão em câmera obscura, porque era o porão que carregava os bois para abate. Era um lugar estranho, por exemplo, quando era criança sempre tive medo de entrar ali. Pensei em desencantar isso, deixar de ver os bois confinados e passar a ver um cinema da vida real. Já que era a principal ponte com o local, seria o principal elo da fotografia com a cultura marajoara. Ele acabou virando o Fluvilab. Essa coisa de ser tudo muito intuitivo, por exemplo, antes pensávamos o Fluvilab como barco que comportava um laboratório fotográfico e, com todas as coisas acontecendo ali, ele passou a ser laboratório de vida, de troca de cultura, de entendimento. A fotografia é pura e simplesmente ferramenta mediadora de tudo isso. Tanto que hoje buscamos outras ferramentas além da fotografia. 

PBM – Além do porão do barco transformado em laboratório fotográfico, as atividades propostas nas oficinas foram compostas pelas técnicas de Construção de Câmeras Obscuras, Pinhole, Fitotipo e Fotograma. Essa estrutura e técnicas foram pensadas para viabilizar a fotografia e dar autonomia aos participantes. Como foi a reação deles ao conhecerem essas possibilidades?

B.B. – Surpresa total. Eles esperavam câmeras e ensinamentos de como manusear o equipamento. Quando chegamos com a nossa proposta de refletir sobre o processo e suas subjetivodades – O que é isso? Começamos com fitotipo, que é impressão das imagens em folha. Eles perguntavam “como assim?”. Não acreditavam que faríamos fotografia em folha de planta ou com lata de leite e que fariam, eles mesmos, suas próprias câmeras. Primeiro, durante a pesquisa, precisávamos das folhas. Pedi ajuda para encontrá-las, porque não tinha. Em dezembro, na época em que fui para agitar a galera, fiz teste em várias folhas e não rolava, comecei a ficar angustiada. Sabia que funcionava nas folhas de couve. Liguei para meu pai e disse que precisávamos de uma plantação de couve urgente (rs). Era essa coisa familiar o tempo todo. Lá é rara a cultura do plantio. Achei que nem daria tempo, pois chegaríamos no final de março. Quando cheguei, as folhas estavam gigantes. No período da cheia, apareceram as folhas aquáticas, percebi que a textura delas eram muito similar a da pele humana, imaginei que, por esse motivo, também seriam sensíveis aos raios UV emanados pelo sol. Foi perfeito!

PBM – O aprender não é uma via de mão única. Vocês também aprenderam com os participantes.

B.B. – O tempo todo. Nunca tinha dado oficina na minha vida, Mari. Continuo achando que não dei nenhuma, mas, sim, aprendi com eles. No último dia de oficina, falei isso para eles. Fui a primeira pessoa a dar oficina no laboratório. Se tu soubesses como fiquei perdida naquele lugar. Totalmente sem saber o que fazer. A Marina(Rago), que havia viajado com a expedição e em seguida tornou-se membro do coletivo, foi quem me salvou. No último dia falei para eles sobre quando meu avô era vivo, acho que na última Ferra que fui com ele, que já tinha mais de 80 anos. Foram sete dias. Era muito boi para ferrar e pouco tempo para resolver. Quando terminamos a Ferra dos búfalos, ele chegou para mim e disse: “Você está preparada para assumir o que tu quiseres aqui dentro.” Eu disse: “O senhor tá feliz com a quantidade que você teve esse ano?”, “Minha filha, pensa uma coisa, todo mundo que vê a quantidade de gado que tenho, pensa que sou rico. Mas eu não sou rico, sou milionário. Sabe por quê? Tive 12 filhos, consegui educar todos eles com nível superior, além disso três são médicos. Não conheço nenhum fazendeiro que tenha três filhos médicos. Eu sou um milionário” Meu avô era cozinheiro de canoa pesqueiro na época que virou pai. Contei essa história para os participantes no dia do encerramento e falei que naquele dia quem era milionária era eu, porque não tinha formado 100 pessoas, foram aquelas 100 pessoas que tinham me formado enquanto ser humano.

Livro de memórias

Livro de memórias

PBM – O livro de memórias Cururuar é fruto da vivência desse um mês em Chaves. Fale sobre a sua produção.

B.B. – A história desse livro é muito maluca (rs). Foi muito amor, muita paixão mesmo. Quando escrevi o texto que originou o projeto, não tinha nem o Coletivo, nem o livro. Decidimos montar o Coletivo para o edital da Funarte. O livro era uma devolutiva possível dentro do que eles tinham estipulado no esquema de intercâmbio entre São Paulo e Chaves. Mas o projeto  era bem mais simples do que foi o resultado. Eles mesmos disseram isso para nós durante o processo de aprovação. Era um livro menor, mais enxuto, menos aprimorado. Esse livro ficou para o esquecimento quando fomos para lá, pois só sairia com o dinheiro do prêmio. Como alternativa, o que surgiu no decorrer do processo foi o site. Primeiro era para ser apenas blog para dar “satisfação” para a Funarte do que estava acontecendo…

PBM – Como um diário de bordo.

B.B. – Uma espécie de registro, com a ressalva que lá não tem comunicação nenhuma e que faríamos após o nosso retorno. Mas o que aconteceu é que criamos um site com intuito de dar voz ao lugar e aos Cururuenses, colhendo depoimentos e postando estórias sobre o lugar. Nosso desejo é conseguir ampliar o sinal da internet local, que hoje é restrito a uma única fazenda, para que um dia, eles possam postar no site o que estiverem produzindo, entre outras coisas. Essa é uma questão de honra do Cururuar, brigar em favor do acesso coletivo à informação. Outra parceria, a Ligia (Minami), que trabalhava como designer e é fotografa, se juntou ao Coletivo para ajudar. Pensamos nos capítulos e nos assuntos para ter no livro, estipulamos que cada um escreveria um texto. Quando ela foi diagramar, como é muito sensível para texto e imagem, ela viu que a escrita estava muito diferente um texto e outro, “esquizofrênica” em sua definição (rs).  Nós não conseguimos cumprir o prazo estipulado de ter o texto e o conteúdo. Já era 29 de setembro, e o lançamento seria em menos de dois meses. A Ligia deu a sugestão de contratarmos uma pessoa para escrever os textos. Isso precisava estar pronto até o dia 18 de outubro. Na pressão as coisas acontecem. Acabei escrevendo os textos dos capítulos, com exceção do capítulo sobre a vivência, que ficou a cargo dos outros membros. Tivemos mais agregados para nos ajudar com a escolha, no tratamento de imagens e na produção gráfica.

PBM – O resultado final do projeto foi o que você esperava?

B.B. – Foi melhor, bem melhor. Primeiro, fiquei receosa com a participação das pessoas do Cururu. Colocaram-me, não medo, mas “Betânia, terão várias condições para que as pessoas participem. Os representantes não chamaram as pessoas de graça pra ti”. Pensei: não podíamos subestimar as pessoas antes de conversar com elas. Porém, senti que havia mesmo um pouco disso – “O que vou ganhar?”. Fui muito honesta, porque o projeto não era para mim, era para eles. “Já viram em algum momento alguém trazer algo dessa natureza pra cá? O trabalho precisa ser voluntário, pois não temos dinheiro e vocês precisam querer que o projeto aconteça tanto quanto eu. Não vou sair daqui ganhando dinheiro, sairei muito satisfeita, porque fizemos algo juntos.” Então, foi muito mais do que esperava. O que tinha antes na cabeça era mapear o local a partir das ações do Cururuar. O Cururu não está no mapa, ninguém conhece. Não existe nenhuma carta na Capitania dos Portos. Nada! Chaves é um município gigante, entre os maiores do brasil do Brasil em termos de área territorial com uma das menores densidades demográficas, cerca de 1,6 habitante por km². No Google, encontro o rio Cururu, mas com várias falhas, não mostra nem a metade do rio. Descobri a extensão indo para lá, com o GPS, fazendo marcações. A minha noção de direção é da vivência, que já acho muito legal. Agora, ao invés de abandonar as vilas em que estivemos esse anos e ir a outro local, já começamos a pensar em ter um lugar lá de produção constante e, principalmente, onde possamos viabilizar a autonomia na produção deles.

2016_cururuar-14PBM – Foram sete encontros, o lançamento do livro em São Paulo e agora vocês farão o lançamento no dia 3 de dezembro, em Chaves…

B.B. – O lançamento em Chaves é um “plus”. Oficialmente o projeto terminou dia 19. Nos comprometemos a levar os livros para todos os participantes e para as escolas. Porém, com esse mutirão, conseguimos 100 livros a mais, o que dá para fazer o lançamento lá. Infelizmente dessa vez, só eu irei, pois sempre vou em dezembro por conta do trabalho na fazenda. E o dinheiro também acabou. (rs)

PBM – Mas mesmo assim, o projeto terá novos passos?

B.B. – O Marajó é projeto de vida. Só faço fotos lá, não tenho desejo de fazer em outro lugar. Ao descobrir isso, na hora veio o “start”, isso é trabalho para a vida inteira, nunca vai acabar. Só está começando. Este é o primeiro passo do Cururuar. Lá é uma localidade que sofre demais com a ausência do poder público. Foi muito difícil esses dias em que estivemos lá, pois uma virose atingiu a população e o posto de saúde estava sem remédio algum para tratar. Ficar sem remédio no posto em um lugar onde não há a opção de comprar remédios, é algo muito cruel. Pensamos no Cururuar como possibilidade de transformar muitas coisas, também no sentido de reflexão. Durante o fotovaral, as pessoas traziam isso na fala delas. “É possível fazer sem dinheiro, é possível fazer com união, precisamos nos unir novamente para poder fazer escolhas melhores”. Em abril do ano que vem, vamos faremos a segunda edição do projeto. Aguardem! Surpresas a vista.

2 Comentários

  1. Nazaré Mangabeira disse:

    Adorei a entrevista, muito clara e consistente . Parabéns

  2. Mari Valadares disse:

    Nazaré,
    Fico muito feliz que tenha gostado da entrevista.
    Esse projeto é lindo e para mim foi satisfação enorme o bate-papo com a Betânia.
    Beijos

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