Humor de Quinta em Itu

March 1, 2010 by Mari Valadares  
Filed under Poucas e Boas Cultural


O grupo Humor de Quinta, com a sua principal figura, Sergio Rabello, e Ângela Dip, apresenta Vai Tomar no Youtube no Teatro Temec, em Itu (SP), no dia 06 de março, sábado, às 21h.

Neste espetáculo “Vá tomar no You Tube” a produção inova oferecendo um esquema interativo onde o público tem a possibilidade de sugerir os quadros que serão apresentados, enviando e-mails para sergiorabello@sergiorabello.com

Entre os quadros que podem ser escolhidos estão: Biografia emprestada; Casamento não é loteria mas é um jogo de azar; Perucas Calvin Klein; A difícil vida fácil; O chão é o limite; Os fins justificam os e-mails?; Maestro ambidestro; Viagens econômicas; Letra I; Sogra é a mãe; Tocando campainhas de ouvido; Noiva desastrada; Tradução meio simultânea; Gente que confunde a gente; Notícias que no fundo sempre vem à tona; Histórias pra BOY dormir; A in comunicação na era da comunicação; Político brasileiro é primário (ou é reincidente); A sequelada desmemoriada; Os erros da medicina se encobrem com terra; Perua – a cultura do deperdício e o desperdício de cultura e Recrutamento de involuntários.

SERVIÇO:
Local:
Teatro Temec
Endereço:
Ruía Cuiabá, 61 – Bairro Brasil, Itu (SP)
Dias e horários:
06 de março de 2010, sábado, às 21h
Capacidade:
300 lugares não numerados
Duração:
90 minutos
Classificação:
Não recomendado para menores de 12 anos, desacompanhados dos pais
Ingressos:
R$ 40,00 (inteiro) / R$ 30,00 (antecipado até dia 05/JAN) / R$ 20,00 (* meia e assinantes do Jornal Periscópio)
Pagamento: Só aceita dinheiro ou cheque.

* Terão direito ao pagamento da meia-entrada: estudantes, professores, aposentados e terceira idade, mediante apresentação dos comprovantes. Assinantes do Jornal Periscópio: é obrigatória a apresentação do cartão de benefícios ou boleto com RG.

Entrevista com o humorista Sérgio Rabello

January 14, 2010 by Mari Valadares  
Filed under Poucas e Boas Entrevistas


2010 começa no Poucas e Boas da Mari e para abrir as entrevistas desse ano, o site entrevistou Sérgio Rabello, considerado pela critica o humorista brasileiro mais criativo. Sérgio trabalhou por 13 anos como executivo e homem de criação em agências de propaganda. Iniciou sua carreira como humorista em 1978, com o show “O Humor de Sérgio Rabello”, no Teatro Senac Copacabana, no Rio de Janeiro.  Hoje, Sérgio se apresenta com o grupo Humor de Quinta, do qual é fundador. Leia a entrevista com Sérgio Rabello e saiba um pouco mais sobre sua carreira e suas opiniões.

rabello01. Sérgio, você atuou por 13 anos como executivo e homem de criação em agências de propaganda. Em 1978 iniciou a sua carreira como humorista, no Teatro Senac Copacabana, no Rio de Janeiro. O fato de você ter trabalhado com a criação,  que necessita de muita criatividade, o ajudou na carreira de humorista?

Sim, o trabalho com criação em agências de publicidade exercita o pensamento e o exercício diário de redação dá uma experiência que é muito útil para quem deseja ingressar numa carreira como autor de textos.

02. Você é o fundador do “Humor de Quinta”, que no início foi criado para ser apresentado apenas às quintas-feiras no Teatro
Procópio Ferreira, em São Paulo. Hoje, juntamente com “Os Melhores do Mundo”, a “Terça Insana” e o pessoal do CQC, o “Humor de Quinta” é um dos movimentos de humor mais cotados do momento e vem lotando teatros da capital paulista e outras cidades. A que se deve esse sucesso? E o que diferencia “O Humor de Quinta” dos outros grupos?

O sucesso se deve principalmente ao boca a boca do próprio público, que entusiasmado recomenda o espetáculo. A diferença está na própria formação de cada um e no repertório variado que tem 27 temas que são alternados a cada apresentação como em um teatro de variedades. O público pode inclusive escolher os temas votando pela internet e ver os quadros que votou serem apresentados no espetáculo.

03. O “Humor de Quinta” está viajando com o espetáculo “Vá Tomar no YouTube”. Sites como YouTube de alguma forma prejudicou os espetáculos de humor com a disseminação de vídeos das apresentações? Ou você “encara” essa disseminação como um ponto positivo?

Eu acho que não há como ignorar que o You tube é uma ferramenta poderosa que dissemina rapidamente qualquer evento, entretanto não deixa de ser uma invasão que expõe ao público coisas sem o consentimento das pessoas e isso tem uma implicação legal que fatalmente terá que ser considerada e passível de uma legislação específica. No caso dos espetáculos, eu acho que apesar de mostrar tudo de forma amadora e sem qualidade, ele ajuda a divulgar.

04. Você raramente aparece na TV, tem preferência pelos palcos, porque não há limites.  Acredita em uma mudança no humor
apresentado na TV? O CQC, por exemplo, seria um passo para uma mudança?

Eu raramente apareço na TV por opção minha. Não é porque eu queira extrapolar limites ou porque faça algo que não pudesse fazer na TV. Sempre fui muito convidado, mas acho que a televisão é um veículo muito ingrato para os humoristas porque ninguém consegue ser engraçado nem brilhante o tempo todo até porque faltam roteiristas de humor na TV. Raros são os programas de humor com bons roteiristas, e quando um humorista não se mostra  engraçado ele torna-se um chato e ninguém respeita.
É preciso entender que a televisão é a arte do patrocinador. Os programas são feitos apenas para que o público veja os comerciais nos intervalos (que agora já invadiram até os próprios programas com vinhetas de propaganda e merchandising). Ao contrário do teatro, um programa de humor tem que ir para o ar esteja engraçado ou não, porque os intervalos comerciais já foram vendidos (e aí coitados dos humoristas que são obrigados a apresentar textos que não graça nenhuma).
O esquema do CQC é interessante porque poupa o humorista daqueles esquemas previsíveis e caricatos, brinca com inteligência com fatos da atualidade e tem uma edição movimentada que dá  dinamismo e formato moderno ao programa. 

05. Sérgio Rabello é considerado pela crítica o mais criativo humorista brasileiro. Como você cria seus personagens? É  difícil inventar situações novas sempre?

Não há uma fórmula. O humorista é como uma antena que observa o cotidiano, capta os acontecimentos e procura imaginar o lado engraçado das coisas. É uma coisa meio anárquica e intuitiva, talvez por isso não exista escola para humoristas. E é muito difícil sim porque se o humorista quer ser original ele tem que usar muito a criatividade, e fazer rir pelo inusitado e não apenas fazer caretas, imitações pobres e contar piadas manjadas como se vê a maioria dos programas de televisão.

06. Qual a sua opinião sobre os novos humoristas que surgiram?

Quanto aos novos humoristas, o que eu posso dizer é que os bons estão conseguindo sobressair, como o pessoal do CQC , entretanto o sucesso deles tem animado muita gente sem nenhuma condição a querer se aventurar na profissão, o que é uma lástima para o público que é obrigado a assistir tanta indigência e concursos de piadas.

07. Sempre no final da entrevista faço uma provocação. Para quem você diria poucas e boas?

Àqueles que fazem muitas e ruins, no congresso, no senado, na administração pública.

Foto: Divulgação

Quer ter a entrevista com o humorista Sérgio Rabello em seus arquivos? Clique aqui Entrevista com Sérgio Rabello (para abrir o arquivo .pdf precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)

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