Entrevista com o comediante Murilo Gun
April 9, 2009 by Mari Valadares
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O site Poucas e Boas da Mari entrevistou Murilo Gun, pioneiro em comédia stand-up no Nordeste. Gun já participou de diversos grupos de comédia do Brasil, dentre eles Comédia em Pé (RJ), Sindicato da Comédia (RJ), Clube da Comédia Stand-up (SP) e Comédia ao Vivo (SP). O comediante viaja pelo Brasil com o seu solo “Propaganda Enganosa” e se apresenta com o Tripé da Comédia toda semana em Recife (PE). Leia a entrevista completa:
01. Gun, você foi o pioneiro em comédia stand-up no Nordeste, gênero de humor que chegou ao Brasil com o Clube da Comédia Stand-up, em São Paulo. Partindo de sua primeira apresentação, como essa nova forma de fazer humor foi aceita pelo público nordestino?
O Nordeste tem uma grande tradição de humoristas, apesar de ser acostumado com humor de personagens. Mas o stand-up comedy está sendo muito bem aceito. Existem as pessoas que são fãs do gênero stand-up, mas acho a grande maioria da platéia sai de casa com o objetivo de rir, seja qual for o estilo de humor
02. Você é formado em Administração de Empresas. A comédia stand-up é a maior prova de que não é necessário ter formação de ator para ser comediante ou humorista?
No stand-up comedy o texto é mais importante do que a atuação. Acho que é mais fácil um redator fazer stand-up do que um ator. O Cláudio Torres Gonzaga, do grupo carioca Comédia em Pé, é um exemplo de um redator que se tornou um dos melhores comediantes stand-up do Brasil.
É claro que a atuação é importante também, e comediantes como Oscar Filho, Marco Luque e Marco Zenni, por exemplo, utilizam a sua formação de ator para apresentar melhor ainda os seus textos.
03. De onde surgiu o nome do seu solo “Propaganda Enganosa”?
O “Propaganda Enganosa” aborda diversos temas, como restaurantes, trânsito, shopping, sexo, relacionamento, televisão, famosos, banheiros, automóveis e… propaganda. Como trabalhei durante muitos anos com marketing, gosto muito deste tema.
E, se alguém falar que o show é bom, foi Propaganda Enganosa.
04. Como é seu processo de criação das histórias que apresenta em seus shows? Você segue um roteiro ou é improvisação?
Apesar de muita gente achar que uma apresentação de stand-up é totalmente improvisada, a verdade é que todo comediante tem um roteiro. E, de acordo com a platéia, nós modificamos o roteiro durante o show e improvisamos.
05. Você se apresenta semanalmente em Recife com o grupo Tripé da Comédia, formado por você, Nil Agra e Hugo Esteves. Foi fácil criar um grupo de stand-up no Nordeste? Fale um pouco do Tripé da Comédia.
O grupo surgiu depois de 3 anos de trabalho de formação de público em Recife. Em 2006, comecei fazendo shows para amigos, mas percebi que precisaria trazer comediantes de fora da cidade para difundir mais o gênero.
Então em 2007 comecei a promover um show por mês em Recife, sempre com um convidado do Sul/Sudeste. Trouxe pra cá o Danilo Gentili, Oscar Filho, Fábio Porchat, Fernando Caruso, Cláudio Torres Gonzaga, Márcio Ribeiro, Marco Zenni, Marcelo Mansfield, Fábio Rabin, Bruno Motta, Marcos Castro, entre outros.
Em todos esses shows fazíamos Open Mic, ou seja, abríamos o microfone para pessoas da cidade que tinha interesse em começar no stand-up. Em 2008, conheci o Hugo Esteves e o Nil Agra e começamos fazer shows semanalmente, mas ainda trazendo convidados de fora.
Só em 2009 que oficializamos a formação do grupo e hoje fazemos os shows com convidados locais, ou seja, comediantes formados nos Open Mic.
06. Com os programas Pânico, da RedeTV e o CQC, da Band, os comediantes do stand-up ficaram conhecidos pelo país. Vários grupos surgiram depois desse sucesso e começaram a fazer participações em outras emissoras de TV e rádio. Você acha que esse sucesso é passageiro? Ou o stand-up veio para ficar?
Acho que o stand-up comedy ainda está na fase de crescimento. Existem capitais do Brasil que nunca sequer tiveram um show de stand-up comedy, sem falar do interior. O processo de crescimento inclui, inclusive, o aparecimento de diversas pessoas que estão tentando embarcar na “onda do stand-up”, mas que não tem profissionalismo nem qualdiade. Em breve atingiremos a maturidade e aí começará um processo de seleção natural.
07. Quais são os próximos projetos, Gun?
Atualmente estou trabalhando forte em difundir o gênero pelo Norte/Nordeste. Já me apresentei em todas as capitais do Nordeste e em Porto Velho (RO) e estou agendando apresentações em outras cidades do Norte e no interior do Nordeste. Também quero produzir os shows sólos de colegas em Recife e cidades próximas e estou negociando um programa de televisão em uma emissora local de Recife.
08. Uma mensagem para os frequentadores do site Poucas e Boas da Mari.
Queria dar a dica de acessar o site www.standupcomedy.com.br, que sempre tem notícias e vídeos de stand-up comedy e divulgar o meu site www.murilogun.com.br e o meu blog de contos de humor erótico www.osamoresdeamando.com.br
Fotos: Reprodução
Quer ter a entrevista com o Murilo Gun em seus arquivos? Clique aqui entrevista-com-murilo-gun (para abrir o arquivo .pdf precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)
Clube da Comédia recebe Maurício Meirelles neste domingo
March 7, 2009 by Mari Valadares
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Neste domingo, às 21h45, no Teatro Procópio Ferreira, o Clube da Comédia , formado por Marcelo Mansfield, Marcela Leal, Oscar Filho e Danilo Gentili, recebe em seu espetáculo “Melhores Momentos e Muito Mais!!!” o talento do humorista Maurício Meirelles.
Maurício Meirelles faz parte do elenco fixo do grupo de comédia stand-up Divina Comédia, que se apresenta toda quinta-feira no Menphis Bar, e da Seleção do Humor, toda sexta e sábado no Teatro Folha, em São Paulo.
Corra e garanta já o seu ingresso!
TEATRO PROCÓPIO FERREIRA
Rua Augusta, 2823 Cerqueira César
Telefone: (11) 3083.4475
Informações:
Ingressos:
Ingresso Rápido
QUARTAS-FEIRAS – 21h
Inteira: R$ 40,00
Meia: R$ 20,00
DOMINGOS – 21h45
Inteira: R$ 50,00
Meia: R$ 25,00
Clube da Comédia retorna com “Melhores Momentos e Muito Mais”
February 2, 2009 by Mari Valadares
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O Clube da Comédia retorna das férias nesta quarta-feira, dia 04 de fevereiro, às 21h, com os “Melhores Momentos e Muito Mais!!!”, no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. A turma do stand-up também pode ser vista aos domingos, às 21h45.
Para sua maior comodidade, é recomendado que adquira seu ingresso pela internet ou no Teatro Procópio Ferreira com antecedência.
TEATRO PROCÓPIO FERREIRA
Rua Augusta, 2823 Cerqueira César
Telefone: (11) 3083.4475
Informações:
Teatro Procópio Ferreira
Ingressos:
Ingresso Rápido
Entrevista com o ator Oscar Filho
May 23, 2007 by Mari Valadares
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01. Oscar, você faz parte do “Clube da Comédia Stand-up”, junto com o Marcelo Mansfield, Rafinha Bastos, Marcela Leal e Danilo Gentili, mas a sua história com o humor começou com o grupo “Os Cretinos”, que era formado por você, Luanna Chiareli, Alex Moreno e Carla Mercado. Por três anos você participou do grupo, que fazia shows bem humorados de variedades. Por que decidiu mudar para o “humor de cara limpa” (comédia stand-up)?
Minha formação é de ator, né? Então, como eu já fazia “Os Cretinos” há algum tempo, chegou uma hora que eu disse: “Tá bom, descobri como se faz isso”. E o stand-up casou muito. Nos “Cretinos”, que era uma coisa mais performática, eu não escrevia para mim, escrevia cenas para um grupo. Na época estava fazendo muito sucesso stand-up de personagem, daí eu falei: “Pô legal, vamos ver como é que é”. Foi um desafio muito forte, nunca tinha feito. Acho que foi mais ou menos por isso, mudar algo que já tinha entendido, para algo que não tinha a mínima idéia antes.
Você teve dificuldades com a mudança?
Acho que eu tenho até hoje. É um negócio meio complicado. Minha facilidade está mais para interpretar, me dá um texto que eu faço. Agora, escrever uma coisa… às vezes eu acho que vai rolar, porque estou escrevendo e sei o que posso fazer para ficar engraçado, mas a referência da pessoa que está assistindo não é exatamente a mesma que a minha. Tem essa coisa que eu não domino completamente, mas que está progredindo.
02. Seus textos se baseiam em erros de termos utilizados no cotidiano, como por exemplo o uso do termo “desculpa qualquer coisa” (“Se nem ele sabe o que ele fez, imagina eu. Desculpar o quê? Passei a noite inteira tentando descobrir o que ele fez”). A maioria dos atores escreve textos se “avacalhando”. E você ainda utiliza em suas apresentações movimentos corporais. Como é o seu processo de produção textual e como é a criação desses movimentos?
Eu sou observador pra caramba. Todo ator tem que ser. Essas coisas das palavras erradas ou dos dizeres errados sempre foram algo que eu presto atenção.
É fácil achar essas brechas nos termos do cotidiano?
Bastante, bastante. (rs) Tem muita gíria, né? Que nem “véi”. “Véi” para mim é um absurdo, porque antes era “meu”, três letras, depois transformou em “cara”, quatro letras, depois se somou com “velho”, que tem cinco letras, que depois virou “véi”. Os caras tiraram o “lh” e o “o”.
A maioria dos atores que escrevem textos para comédia stand-up fazem brincadeiras com eles mesmos, se “avacalham” e você não escreve coisas desse tipo.
Você falou dos movimentos que faço… acho que é o máximo de deboche que eu consigo fazer comigo. Fica ridículo! (rs) Tipo o negócio que eu faço, a dança na balada que falo que sou sensual pra caramba. Eu sei que é uma coisa ridícula que as pessoas vão rir, entendeu? Acaba sendo um deboche de mim mesmo.
03. O “Clube da Comédia” começou no ano de 2005 com uma formação diferente da atual. Os atores Márcio Ribeiro, Henrique Pantarotto e Diogo Portugal saíram do grupo. Você acha que essas modificações atrapalham o andamento do show? Ou vocês tratam isso como uma renovação?
Não atrapalham, não, pois eles somaram muito, cada um de sua maneira. O Clube existe hoje por causa do Henrique, do Márcio e do Diogo. É bom por um lado e ruim pelo outro, entendeu? É ruim porque saíram e eles são talentosos demais, mas é bom porque é uma renovação. Uma coisa que costumo falar é assim: é legal quando você assiste alguma coisa e você vê que a pessoa está viva. Com as renovações o show fica vivo, porque tem que ficar vivo. Se você engessa uma coisa… se a formação fosse a mesma desde 2005, talvez não fosse a mesma coisa que é hoje. Não dá para saber. Por exemplo: “Puts, o Diogo saiu, era um cara forte pra caramba, principalmente agora que ele está na mídia e tudo mais… mas vamos lá, todo mundo tem um talento, vamos resolver isso aí”.
04. A Revista Época, do dia 14 de maio de 2007, trouxe uma matéria sobre os grupos e comediantes que fazem comédia stand-up no Brasil. Dos grupos que fazem esse tipo de comédia no país, foram citados na matéria o Clube, o Comédia Ao Vivo, encabeçado pelo ator Márcio Ribeiro e o Comédia em Pé, do Rio de Janeiro. Começou uma certa exposição de vocês na mídia. Você acha isso prejudicial?
Não, não, tem ajudado muito inclusive. O “youtube” (www.youtube.com) não é necessariamente uma mídia, mas é uma coisa que… quem mora em São Paulo, que beleza! Vem aqui e assiste ao vivo. Agora quem está no Amazonas vê pelo “youtube” e gosta tanto quanto. Isso é muito legal! Esse lance da revista Época foi uma coisa exatamente falando do movimento stand-up aqui no Brasil, que está estourando, que está indo muito bem, assim. Tem a gente aqui, o pessoal do Rio, o Diogo (Portugal) lá em Curitiba. Então isso é bom, porque mantém o pessoal em alerta. Tem o stand-up, ele está crescendo e “vamô” embora.
Como eu já tinha citado, além do Clube, existem outros grupos de comédia stand-up no Brasil. Há algum tipo de competição entre vocês?
Eu não vejo isso. Acho isso ótimo. Por exemplo: semana passada eu estava no Rio. É ótimo ir lá, apresentar, as pessoas ficam me conhecendo, eles vêm aqui, eles ficam conhecidos. Fui para Curitiba, fui a Recife há duas semanas. Tem que ter isso, entendeu? Stand-up é muito assim: a gente está num clube, mas também é algo individual. Eu posso ir ao Sul do país, que eu vou estar representando o Clube, as pessoas vão conhecer. Tem que ser por aí.
05. Você já deve ter respondido sobre isso várias vezes, mas não eu podia deixar de perguntar sobre sua imitação do “gato no cio”, que é bem famosa. Como ela surgiu, Oscar?
(rs) Eu sou do interior e morava em uma casa que do lado esquerdo e direito tinham terrenos e atrás tinha uma chácara. Era só mato. E muitas vezes eu não conseguia dormir, por causa do inferno de um gato no cio que não parava nunca. Daí eu e meu pai tentávamos de tudo para fazer esse gato parar. Era um inferno! Não sei o que eles têm… os gatos mantêm, sei lá, um orgasmo que é infinito (rs). A gente fala: “pára aí, gato”, ele pára, 5 minutos depois, ele recomeça. Você mora no interior também, você deve saber o que é isso.
Oscar é de Atibaia, interior do Estado de São Paulo
Essa imitação surgiu no Clube ou na época dos Cretinos?
Na época dos Cretinos. Um dia a gente estava apresentando e o Alex (Moreno) precisava de um tempo para trocar de roupa e não tinha nada para fazer. Só eu estava de bobeira. Daí nós precisávamos de uma cena. Tinha uma roupa de gato que usávamos para dançar “Total Eclipse Of The Heart” (rs), que era ridícula: um rabo de pelúcia, uma tiarinha com orelhas. Daí eu entrei em cena, pensei em fazer o cotidiano do gato na hora. Bebi leite igual a eles, lambendo com a língua e no final foi isso. Como seria um final para um gato? Foi aí que criei a imitação. Arrebentou, assim. Muito legal. Surgiu de uma improvisação, que é uma coisa que acontece comigo muito. Às vezes você está no palco falando de um assunto, aí abri uma liberdade e você começa inventar umas coisas na hora. Não eram piadas, que acabaram virando.
06. Você participou do programa “Vida Loca Show”, do canal Multishow, que tem como apresentador Fernando Muylaert. Foi sua primeira participação em um programa de TV. O que achou da experiência?
Gostei muito, porque o Fernando é um louco, né? (rs) Tem uma liberdade para criar por ele ser assim, daí eu fui lá e fiz também. Decorei o texto meio que na hora e fiz…
Então teve uma liberdade. Há diretores e produtores que não dão essa liberdade ao ator ou apresentador na hora da gravação, né?
Lá no caso não. Eles falaram: “Oscar, o que você quiser fazer, você faz”, é uma delícia. Ali eu me senti muito livre.
Eu também participei do “Mothern” (seriado do canal GNT), que vai passar daqui duas semanas não sei. Daí lá foi um pouco mais restrito, porque era um personagem mesmo e no “Vida Louca” era uma coisa mais louca. Ninguém sabe da onde surgiu aquele contador, era um contador, ninguém sabe, beleza e tchau. Agora no seriado eu fiz um animador de festa que era maníaco, meio psicopata. Tinha que seguir um pouco mais a risca. Eu gosto também, porque dentro da regra você pode quebrá-la um pouco. Eu adoro.
07. Você já trabalhou em peças não cômicas, como “A Matéria dos Sonhos”, de Fábio Torres, no qual foi indicado pelo Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro, como melhor ator, em 2004. Nesta época já pensava em levar sua carreira para a comédia?
Foi uma coisa que aconteceu, descobri no colégio que eu fazia algumas pessoas rirem. Quando eu nasci ao invés de chorar, eu sorri. (rs) Tô zoando! Tem uma história engraçada. Uma vez eu estava lendo a biografia do JimCarrey… não uma biografia, era um pedaço da história da vida dele e que aconteceu exatamente a mesma coisa comigo. Ele era tão louco para fazer as pessoas rirem, que um dia o professor falou para ele: “pára um pouco, se você parar, eu te dou meia hora no final da aula para você fazer todo mundo rir”. Isso aconteceu uma vez comigo. Eu fui fazendo outras coisas, mas você vai caindo para comédia.
Por exemplo: o Alex (Moreno) é um amigo meu de infância e a gente já fazia umas palhaçadas juntos. Quando a gente veio a São Paulo para se formar como ator e tudo mais… “vamos fazer uma brincadeirinha?”, “vamos”. Na brincadeirinha tinha 120 pessoas no primeiro dia, depois lotou de novo e foi indo. Daí durou três anos com os Cretinos e agora estou com o Clube, mas eu tenho vontade de fazer as outras coisas também.
“A Matéria dos Sonhos” foi um infantil, muito interessante inclusive. Era uma peça que falava de morte. Você não vê ou é muito difícil ver algo desse tipo em peças para crianças. Morte e criança não combinam, é o que dizem. Vamos falar que ela é tipo um Highlander, que ela vai viver para sempre.
A história era sobre dois primos que perderam a avó e que eles desciam até o sótão para relembrar as coisas que eles faziam quando eles eram mais crianças ainda. Era demais! Foi indicado para cinco prêmios e ficou em cartaz dois anos e meio.
08. Uma mensagem para os freqüentadores do site “Poucas e Boas da Mari”.
Eu quero que vocês acessem mais o site. Tem entrevistas muito legais aqui. Li a do Márcio Ribeiro, li a da Calabresa, muito bacana. Alias você entrevista muito bem.
Obrigada!
E a partir de lá vocês venham assistir o Clube da Comédia. Daí quando vocês assistirem o Clube, vocês voltam a acessar o site. Daí quando vocês acessarem o site, vocês voltam a assistir o Clube. E fiquem nisso infinitamente. (rs)
Fotos: Reprodução, Mari Valadares e Gustavo Perin
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| Clube da Comédia |
Quer ter a entrevista com o ator Oscar Filho em seus arquivos? Clique aqui Entrevista com Oscar Filho (para abrir o arquivo .pdf precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)
Entrevista com o ator Márcio Ribeiro do Comédia Ao Vivo
February 14, 2007 by Mari Valadares
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01. Márcio, no início de 2005, você se apresentava no “Clube da Comédia Stand-Up” (Marcela Leal, Rafinha Bastos, Oscar Filho, Marcelo Mansfield e Henrique Pantarotto). Mais tarde, você saiu do Clube e hoje com os atores Luiz França, Fábio Rabin e Dani Calabresa, faz parte do “Comédia Ao Vivo”. Qual foi o motivo de sua saída do “Clube da Comédia”? E como surgiu o “Comédia Ao Vivo”?
O motivo da saída do “Clube” não foi nada. Eu estava com probleminha de saúde, né? Você já viu o vídeo do “youtube” que eu falo dos infartos? Tudo aquilo é verdade. (rs) Pior que é verdade aquilo. (rs)
O “Clube” tem lá suas regras, era um texto novo por mês. Estava sendo uma pressão muito grande, estava deixando de ser divertido. Sou amigo de todos eles hoje…
A idéia inicial do “Comédia ao Vivo” nem foi minha, foi do Danilo Gentili e do Henrique Pantarotto (que não está mais no Clube da Comédia). A gente demorou para começar e o Danilo acabou entrando para o “Clube”. Eu sou taurino, demoro para fazer as coisas. (rs)
Quando fundamos o “Comédia”, encabeçando estava eu e o Fábio Rabin. Convidamos o Luiz França e a Dani Calabresa.
Nasceu de uma vontade de fazer uma noite de humor gostosa. Acertamos muito no bar, o Ao Vivo é um lugar muito legal e na data, a gente faz o show na segunda-feira. Segunda-feira não tem aonde ir. Tem sido muito divertido. Veio muito humorista assistir. Já tivemos a Vida Vlatt (Ofrásia), que irá fazer uma participação com a gente, o Sérgio Rabello, Robson Nunes e o pessoal da “Comida dos Astros”.
Enfim, a gente está se divertindo com o “Comédia”, que traz esse tipo de humor meio desconhecido, que nós chamamos de humor do dia-a-dia, o tal “stand-up”. “Stand-up”, se você usar esse termo, eu acho que dá uma elitizada, é o chamado humor inteligente, do dia-a-dia, da observação. A gente fala da caricatura das coisas, não tem aquelas piadas antigas, bordões, nada, é um humor que a moçada gosta.
02. Você acha que esse gênero “stand-up” é um estilo de humor que o público gosta de assistir porque foge de tudo o que as pessoas têm acesso, como por exemplo o humor que é mostrado na televisão?
Por que eles gostam desse tipo de humor? Porque gostam de ver os outros se ferrarem. (rs) É verdade! É gozado ver os outros se darem mal.
O “stand-up” tem algumas regrinhas básicas: só gordo fala de gordo, só japonês fala de japonês, só negro fala de negro. Nós, às vezes, damos uma extrapolada nisso, mas procuramos manter. Basicamente, nós falamos da gente mesmo. Tem o Luiz, que fala que sai com mulher feia, eu que falo que não saio mais com mulher, que ninguém se arruma para sair com isso e depois dos infartos ficou bem pior a coisa. (rs) Quer dizer, o público vê você se sacaneando e eles gostam muito.
A comédia stand-up daria certo na TV brasileira?
Difícil! Na TV ainda tem aquele formato do Jô Soares, Max Nunes e Chico Anísio, que é o bordão e pronto. A “Praça é Nossa”, que é produto legal, é feita de bordão. Você tem grandes atores, como o Tatá (Octávio Mendes), que faz o ex-gay na “Praça”, mas o bordão dele é “eu era um ex-viado”. Então, tudo vai girar para ele ser um ex-viado. E lógico, você tem aquela coisa de fazer rápido, vender rápido e agradar rápido.
Acho que na HBO Plus passa alguns shows de “stand-up”, na sexta-feira. Lá nos Estados Unidos têm “stand-up”, aqui tem programas de calouros. Na TV ficaria difícil e não impossível. Nós sabemos que somos os pioneiros nesse tipo de coisa, junto com o “Clube”. Só tem os dois que fazem.
Nossa concepção (“Comédia ao Vivo”) é diferente. Nós temos um convidado por semana e esse convidado pode até ficar sem roupa, ou seja, não precisa fazer “stand-up”, faz o que quiser. O Robson Nunes já apresentou o Mano Braulio, que é um personagem, imitação do Mano Brown. Nós somos um pouco mais maleáveis nesse sentido, o convidado fazendo o que quiser e a gente mais livre no palco.
03. Você fez muitos filmes publicitários.
Muitos.
As campanhas publicitárias de alguma forma impulsionaram sua carreira?
Elas não impulsionam, mas mantêm. O que impulsiona nossa carreira são nossos trabalhos. O grande impulsionador da minha foi o programa “X-Tudo”.
Graças a Deus fiz grandes filmes comerciais. Já filmei com Walter Salles, Fernando Meirelles, Nando Olival, Renato Rossi, Flávia Moraes. Isso ajuda a manter certo prestígio. Com o Meirelles já perdi as contas de quantos filmes eu fiz. Por exemplo: o primeiro “Rá Tim Bum”, direção dele, “Domésticas – o filme”.
Eu vou morrer com essa peja: “o cara do X-Tudo”.
Comercial é bom, dá dinheiro. Já deu mais, tanto que hoje faço bem menos. Os cachês são muito pequenos. Eu já fiz comerciais de poder viajar para fora, comprar carro e tudo mais. Tele Sena, por exemplo, é um comercial que paga muito. Fiz 10 filmes para eles.
Quantos filmes publicitários você já fez? Tem idéia?
Fiz mais de 100, porque a gente conta não só os nacionais, como os regionais e os vídeos internos.
Tinha uma coisa que eu fazia para o Sest/Senat, que era muito gozado. Eu lia 125 páginas de texto por dia dando aula. Não tem como ensaiar isso. Como eu sou muito bom com textos, eu acabava lendo direto no TP (teleprompter). Eu lia, lia, lia… Chegou uma hora que comecei a corrigir o texto do TP. (rs)
Por exemplo: estou fazendo um trabalho ótimo para o Carrefour, que a gente viaja o Brasil inteiro. É o “Vem com a gente Carrefour”. Os caras não me dão mais roteiro. Lógico, sabem do histórico, que eu tenho improviso e tal. O último que a gente fez foi em Curitiba e eu disse: “não tem roteiro? Tem duas folhas.” Eles responderam que aquilo era só uma indicação, que era para eu inventar o resto. É gostoso! É gostoso!
04. Vamos falar do programa “X-Tudo”.
Oba!
Junto com Norival Rizzo, você fazia o quadro “Você sabia?”, do programa infantil “X-Tudo”, da TV Cultura.
Ah! Maravilhoso! Ator geralmente não gosta de se ver. É a coisa que eu vejo e acho que é outra pessoa. De vez em quando, passa na TV Rá Tim Bum e eu dou risada e falo: “ele é muito burro”. (rs) E tinha essa parceria muito boa com o Norival. A gente se provocava, inventava para eu ficar mais burro e ele mais nervoso. Essa parceria era a melhor coisa.
O programa estreou em 1992 e apresentava um bom conteúdo cultural para crianças. Como que é trabalhar para a criançada? E esse formato de programa daria certo atualmente? Ou só deu certo porque era uma época que se preocupava com qualidade de conteúdo?
Graças a Deus eu vivi a época de ouro da TV Cultura. Eu fiz o “Revistinha”, que foi antes de tudo. Aí fiz o primeiro “Rá Tim Bum”, ganhamos vários prêmios. Em termos de sucesso pedagógico foi melhor que o “Castelo Rá Tim Bum”. O “Castelo” foi um sucesso comercial. Quando o Gerson (Gerson de Abreu) saiu para fazer o Agente G, eu entrei no lugar dele no X. Esse quadro “Você Sabia?” foi criado ali.
Eu acho que o “X-Tudo” era um programa que funcionaria até hoje. É uma revista para criança. Falo sem o menor pudor, eu tinha a coisa de fazer como se fosse uma criança, me sentia uma criança, perguntava como se eu fosse uma. O próprio “Você Sabia?” daria certo. As crianças escreviam: “Pelo amor de Deus deixa ele acertar”, “ele tem que acertar algum dia”. A gente ria. (rs) Ele acertou três vezes, uma vez por ano ele acertava. E era ótimo, o apresentador desmaiava (rs), era uma festa. (rs) A TV Cultura tomou outros rumos, mas hoje com certeza estaria mantendo ali. A gente chegou a dar 12 de audiência. Na época, o Boris Casoy estava no SBT com uma estrutura magnífica, a gente bateu o Boris.
Mesmo a emissora se preocupando com a audiência?
A gente está falando de TV Cultura?
Isso.
A Cultura graças a Deus não se preocupa com isso, não tem essa mentalidade. Ela está mudada, tem coisas que a gente não concorda, já chegou a ceder para audiência, mas já retomou. Teve programas de auditório que não foram legais, mas hoje já voltou. Eles produzem “Cocoricó”, que é um programa maravilhoso. Eles sofrem com alguma coisa da administração, mas essa coisa de audiência não.
Você disse que as pessoas lembram de você por causa do “X-Tudo”. Isso atrapalha?
Já achei que atrapalhasse, mas não é assim. Eu não posso negar, até brinco no quadro do “Comédia”. Foi um sucesso… Tenho umas histórias… Estava em Olinda, daí eu ouvi um menininho falar: “Mainha, é o gordo do X-Tudo.” (rs) Porra, cara! Eu estava a milhares de quilômetros da minha casa, chorei. É uma coisa que você fica, né? Fui para Nova Iorque uma vez, encontrei uns brasileiros e os caras quiseram tirar foto comigo. Um dia fomos fazer uma matéria na Disney, estava eu e a diretora. Na hora de ir embora encontramos um menino que ficou: “olha o cara do X-Tudo” e a mãe dele falou para a gente: “ele ficou mais contente de ver você, que o Pateta”. (rs)
Isso é gratificante.
Pô! Uma vez estava jantando em um restaurante eu e o Cássio Scapin, que fez o Nino do “Castelo Rá Tim Bum”, tinha um menino olhando para gente com cara de “olha o Pateta e o Mickey.” (rs) Tem isso, não dá para negar. Com certeza não atrapalha, é sempre carinhoso. No “Comédia” é outra história, é humor, é baixaria.
05. Você atuou em filmes (curtas e longas) que tiveram um reconhecimento no mercado cinematográfico brasileiro.
Para você ver. Eu fiz o “Alô?”, da Mara Mourão.
Filme de estréia dela.
Primeiro filme dela, primeiro filme meu. Ela queria, porque queria que eu fizesse. Foi muito gentil da parte dela. Eu fazia a dupla com o Wellington (Nogueira), que era marido da Mara e não apareceu nenhum close, só aparece ele, porque era marido dela. (rs) Foi ótimo o trabalho. É um filme que passa muito na TV Cultura, as pessoas me conhecem muito. Um cara, crítico da revista Veja, disse que foi um filme maravilhoso, que gostava muito do trabalho. Um filme feito meio que entre amigos.
Fiz um curta que foi um máximo, chamado “Um dia e logo depois um outro”, que foi com a Cláudia Liz e com o Gustavo Engracia. O filme ganhou mais de 20 prêmios, tudo quanto era prêmio de arte. Eu ganhei todos os prêmios: no Festival de Maranhão, o “Kikito”, em Gramado, o “Kandango”, no Festival de Brasília, ganhei o Rio Cine Festival. O Gustavo ganhou alguns prêmios junto comigo.
Aquilo tudo era cenário, a borracharia parecia de verdade. A gente filmou em quatro dias, nós nos divertímos. A Cláudia não acreditava no que fazíamos…
Tem o “Domésticas o filme”. O “Domésticas” foi um barato. Eu ouvi o Fernando falar em uma entrevista que o filme foi mal lançado. Eu fazia parte de uma história que ele resolveu tirar, ele achou a cena preconceituosa. Era de uma empregada que não sabia muito, burra, surreal. Acabou ficando uma cena só, a do ônibus, faço um motorista.
Trabalhar com a O2 é coisa de outro mundo, eles são maravilhosos.
Esses prêmios dão a sensação de trabalho cumprido?
Prêmio é bom ter só para mostrar para visita, só isso. (rs) Prêmio não paga conta. Eu ganhei os melhores prêmios do cinema e daí? E também, sou meio vagabundo, não vou atrás disso, teria que ter ido mais atrás para fazer uma carreira em cinema. Eu gosto de fazer humor, eu gosto.
Quando ganhei o prêmio Terça Insana de Humor (2006) foi um puta orgulho. Mas é isso, dura aquele tempo, ganhou, acabou. Prêmio não resolve.
Todos os filmes têm uma pitada de humor, até mesmo “Domésticas”, do gênero drama. Você levou a sua carreira para a comédia? Ou foi algo natural?
Foi natural. Eu sou palhaço desde pequeno. (rs) Quando eu fazia teste, falava: “O teste aqui é de gordo ou de engraçado?” Acabei fazendo muita coisa séria, mas só me viram com esse lado de comédia e eu gosto muito. A cabeça já está treinada para pensar em comédia. Vai tentar escrever um texto desses. Para mim é tão natural, a gente tem que fazer com que seja natural, que parece que é feito na hora. As pessoas diziam ao Nelson Rodrigues, não querendo me comparar a ele… As pessoas diziam: “Seus textos são muito simples” e ele: “só eu sei o trabalho que eu tenho para deixá-los assim”. (rs) Então, você tem que falar despercebido.
06. Pensa em fazer novela?
Ah não! Você tem que puxar muito o saco. Meu histórico de televisão é o “X”. O “X” é legal, é bacana, nunca precisei puxar o saco de ninguém lá na Cultura. Dei muita sorte, mas você pega um esquema de novela, seja no SBT, seja na Globo, Record, você tem que puxar muito o saco, não estou afim. Eu tenho 42 anos, sou muito metido, não posso ficar nessa onda de: “Oi diretor, eu sou legal”, não combina comigo. O cara tem que fazer um “auê” para ser chamado, depois um “auê” para se manter, depois outro para continuar. Cansa mais que interpretar.
07 – Quais as novidades para 2007?
Eu estou escrevendo o meu próximo projeto, é um show solo… Como é mesmo o nome do show? Eu sempre esqueço… (rs) Acho que é “Venha enquanto durar”, uma coisa assim. (rs). É um cara que teve infarto, parou de beber, parou de fumar, parou de sair com mulher. (rs) Lastimável. Será um show de meia hora, uma hora só de “stand-up”. Quero fazer em vários lugares. E tem o “Comédia ao Vivo”.
08. Uma mensagem para os freqüentadores do site “Poucas e Boas da Mari”.
A mensagem é uma frase que eu ouvi, muito bacana, parece que é indiana, não sei: “Tudo aquilo que você dá atenção, cresce.” Se você não dá atenção para a sua vida, ela não cresce.
Veja as fotos do Comédia Ao Vivo, do dia 12 de fevereiro de 2007, que teve como convidados especiais Oscar Filho e Danilo Gentili, do Clube da Comédia. (Para ver as fotos, clique em cima da imagem abaixo)
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| Comédia Ao Vivo |
Fotos: Mari Valadares e Vera Ribeiro
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Entrevista com o ator Rafinha Bastos
June 4, 2006 by Mari Valadares
Filed under Poucas e Boas Entrevistas

01. Quando criança fez teatro amador e teatro de rua. Aos 19 anos, formou-se em jornalismo e trabalhou na área em algumas emissoras (Manchete, TVE Brasil e RBS, ALLTV). Em 1999, depois que terminou o curso de jornalismo, você foi para os Estados Unidos competir na Liga Universitária Norte-Americana (NCAA) e mesmo com os treinamentos intensos, arranja tempo para integrar o núcleo de “Arts And Theather” da universidade de Nebraska e volta a investir na carreira de ator. Em algum momento você pensou em não ser ator?
Em todos os momentos descritos acima! Nunca passou pela minha cabeça ser ator. Eu queria ser jogador de basquete. Treinava 5 horas por dia pra isso! Tive experiências sensacionais com o esporte e ainda uso muitos destes ensinamentos. Depois fui fazer faculdade de jornalismo e só depois é que eu vi que meu estilo de vida não se encaixava com nenhuma das opções. Vim para SP com uma série de sonhos e estou conseguindo, aos poucos, atingir meus objetivos. Não troco a carreira de ator por nada!
Ah…preciso dizer: A descrição de minhas experiências profissionais da forma que foi colocada na pergunta, me coloca como um cara super batalhador, um árduo trabalhador…mas não…eu era muito vagabundo! Só na volta dos EUA é que eu resolvi me atirar de cabeça e ralar muito na profissão que eu quero seguir para sempre, a de ator.
02. Para você que fez curso de artes no exterior, há necessidade sair do país para fazer cursos de atuação?
Não…de maneira alguma. Temos ótimos cursos aqui. O que o mercado brasileiro exige mesmo são “contatos”. De fora do País a rede de contatos do ator fica extremamente prejudicada.
03. Você tem o site “Página do Rafinha” (http://www.paginadorafinha.com.br/), que faz o maior sucesso no mundo virtual, por causa de suas vídeo-sátiras. Como surgiu a idéia de fazer esses vídeos? Você se considera humorista a partir desse site?
Quando trabalhava em televisão no RS sempre fiz humor, mas as oportunidades não eram boas e as perspectivas não eram as melhores. Existe um pouquinho de receio das emissoras em apostar no humor no sul do país. Criei a Página do Rafinha como uma espécie de “meu canal de TV”. Deu muito certo! Ainda hoje (com o site relativamente abandonado) tenho mais de 10 mil visitantes únicos por dia. As portas que se abriram com o site me fizeram investir fundo na carreira de humorista. Hoje amadureci bastante quanto ao meu trabalho e faço algo bem diferente do que era o meu propósito com o site, mas ele foi a primeira semente que plantei no mercado do humor e tenho muito orgulho disso. Quando posso ainda tento produzir algo na http://www.paginadorafinha.com.br/ .
04. Na televisão, como ator, você é conhecido por suas atuações no mercado publicitário (propagandas da Vivo, Nova Schin, Yahoo, Fox/Volks, Clube Social). Você já pensou em fazer novelas, produto mais popular da televisão brasileira? Ou é um meio que não o interessa?
Super me interessa! Já fiz participação e foi bem interessante. Não vou dizer que é o sonho da minha vida, mas adoraria ter uma experiência mais longa. A novela dá popularidade e isso ajuda o ator que tem seus planos no palco!
05. Você foi um dos fundadores do Clube da Comédia Stand Up, junto com os atores Marcelo Mansfield, Marcela Leal. No stand up os atores não encarnam um personagem. É mais difícil “representar” nesse estilo?
Muitos dizem que é! Pra mim é mais fácil! Como disse anteriormente, a minha formação inicial é de jornalista então eu sempre quis fazer algo de “cara-limpa”. Adoro ver o trabalho de construção de personagem que dos shows de esquetes, mas não é pra mim! Eu morro de preguiça de maquiar, botar figurino, mudar a voz! O stand-up é um formato que me dá liberdade para chegar 5 minutos antes da apresentação e quando desco do palco posso ir direto para a mesa dos meus amigos.
06. No Clube da Comédia Stand Up cada comediante escreve seu próprio texto, baseado no cotidiano ou em experiências pessoais. Como você prepara a sua apresentação? Sempre com a preocupação de não cair no senso comum?
Eu sou muito exigente com o material que eu levo para o palco. Pode até ser ruim, mas não foi pro palco antes de eu ter visto, revisto e “trevisto”. Costumo separar tópicos e ir escrevendo aos poucos. Sou meio chato para escrever, eu acho que é a única atividade nesta vida na qual eu me tornei um terrível CDF. Penso e repenso cada vírgula do que vou dizer e ensaio bastante para que tudo isso saia com bastante naturalidade.

07. Hoje, você pode ser visto também na Trash 80`s, em São Paulo, como DJ, VJ e MC. Nesse trabalho, também é inserido bastante humor?
Sim! Sempre! A Trash 80´s é uma festa que se destaca pelo bom-humor. Eu faço apresentação de cada coisa na festa. Semana passada eu apresentei um baile de debutantes. Eram 600 pessoas dançando valsa no meio da balada! Muito legal!
08. Uma mensagem para os freqüentadores do site “Poucas e Boas da Mari”.
Se vocês encontrarem o Lulu Santos, digam para ele se aposentar, por favor! Obrigado!
Fotos: Divulgação
Assista a uma apresentação de Rafinha Bastos
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