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	<title>Poucas e Boas da Mari &#187; Em Destaque</title>
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	<description>Mari Valadares traz entrevistas e informações culturais</description>
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		<title>Entrevista com o ator Marcos Felipe, da Cia Mungunzá de Teatro</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 01:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mari Valadares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Poucas e Boas Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[nelson baskerville]]></category>

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		<description><![CDATA[// &#8220;Arte é o reflexo da realidade, a única coisa que fazemos é transportar os ruídos, o excesso de informação contida no nosso dia a dia para cima do palco. Isso não é excesso de criatividade, é tornar a encenação mais instigante.&#8221; Marcos Felipe 2012 começa para o site Poucas e Boas da Mari, que [...]]]></description>
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<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #ff6600;">&#8220;Arte é o reflexo da realidade, a única coisa que fazemos é transportar os ruídos, o excesso de informação contida no nosso dia a dia para cima do palco. Isso não é excesso de criatividade, é tornar a encenação mais instigante.&#8221;</span></strong><br />
Marcos Felipe</p>
<div id="attachment_10404" class="wp-caption alignright" style="width: 169px"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-10404 " title="foto1" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto1-199x300.jpg" alt="" width="159" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bob Souza</p></div>
<p><strong>2012 começa para o site Poucas e Boas da Mari, que abre suas entrevistas com o ator Marcos Felipe, da Cia Mungunzá de Teatro, que está em cartaz com o espetáculo <em>Luis Antônio-Gabriela, </em>direção de <a href="http://www.poucaseboasdamari.com/2009/06/entrevista-com-o-diretor-e-ator-nelson-baskerville/">Nelson Baskerville</a>. No espetáculo, inspirado em fatos reais, Marcos  <strong>dá corpo, voz e alma ao personagem principal,  Luis Antonio, irmão de Nelson, homossexual, que desafiou as regras da família conservadora e partiu para a Espanha sob o nome de Gabriela. Sua atuação rendeu indicações a prêmios <strong>muito importantes, como Shell e APCA. Confira a primeira entrevista do ano com o ator Marcos Felipe:</strong><br />
</strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong> </strong></strong></strong><strong>01. Marcos, no dia 16 de março de 2011, a Cia Mungunzá de Teatro, com direção de Nelson Baskerville, estreou <em>Luis Antônio-Gabriela. </em>O espetáculo conta a saga da família do Nelson, tendo como personagem principal Luis Antônio, irmão mais velho dele, homossexual, que “bateu de frente” com as regras familiares conservadoras e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela. Faço uma definição mini para o macro que a peça significou para mim – arrependimento e desculpas. Qual foi a reação do grupo quando foi oferecida essa história íntima e tão forte para ser apresentada em forma de arte? O peso de acertar ficou maior?</strong></p>
<p>Na verdade já estávamos pensando em fazer um segundo espetáculo.  A peça “Por Que A Criança Cozinha na Polenta” estava com uma carreira de dois anos e na nossa cabeça era o momento de partir para um próximo trabalho. Chegamos até a ler algumas coisas. Aí, marcamos uma reunião com o Nelson, que nessa época estava no Rio de Janeiro, para falarmos sobre a intenção de se fazer uma nova peça. E ele, de prontidão, fez o aceno para montar a historia do irmão dele. Segundo ele, já havia uma maturidade do grupo para levantar esse tipo de espetáculo, e era a hora de levantarmos esse tipo de indagação na sociedade. Topamos na hora. O nosso grupo tem um caráter de discussão, nosso teatro vem com o objetivo da reflexão. Trazer novos olhares para problemas da nossa sociedade “moderna”. Sabíamos que era um espetáculo difícil, mas topamos de cara.  Sabíamos também, que estávamos caminhando por uma linha tênue, de um lado um espetáculo inovador, ousado e contundente, do outro, a ideia do oportunismo, autopromoção, do piegas.  No início existia sim um peso em acertar, porém, com o passar dos ensaios, com a peça tomando forma, isso foi se tornando secundário.</p>
<p><strong>02. Você dá corpo, voz e alma a Luis Antônio e “Gabriela” na peça e seu trabalho foi e está sendo muito elogiado pela critica, o que rendeu indicações para prêmios muito importantes, como Shell e APCA. Como foi sua busca por referências para compor “os personagens”? Foi complicado sair dos clichês de fazer um travesti? </strong></p>
<p>Foi.  No início foi inevitável cair em todos os clichês, mas, com o passar dos ensaios, fomos enxugando os exageros e buscando o equilíbrio entre a encenação e a história que estava sendo contada.  Não busquei em nenhum momento dos ensaios me parecer com a “Gabriela”, acreditava, e acredito, que estou representando o travesti, minha preocupação era parecer todos ao mesmo tempo.  Claro, que automaticamente, eu ia pegando traços da “Gabriela”, pois estávamos contando a vida dela, todas as referências, tais como: cartas, relatos dos parentes, fotos, etc, eram dela, porém, não era meu principal objetivo. Houve também um facilitador, como a “Gabriela” não é mais viva, não tinha esse peso de ter que ficar parecida com ela.  Diferentemente dos meus companheiros de cena. Acredito que para eles tenha sido mais difícil.  Lembro que nos ensaios eu não estava sorrindo, aí o Nelson dizia “Você precisa sorrir, elas são felizes, você precisa sorrir”, talvez essa tenha sido minha maior dificuldade. Quando veio o sorriso, veio com ele a delicadeza e a leveza que precisava.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_10405" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><strong><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto2.jpg"><img class="size-medium wp-image-10405  " title="foto2" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto2-300x199.jpg" alt="" width="210" height="139" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Verônica Gentilin, Sandra Modesto, Lucas Beda e Marcos Felipe (Foto: Bob Souza)</p></div>
<p><strong>03. Há alguma cena do espetáculo que o perturba?</strong></p>
<p>Tecnicamente, todas (rs). Como há uma parafernália tecnológica, todas manuseadas pelos próprios atores, eu tenho uma preocupação com isso. Sempre dá alguma coisa errada, é difícil de lidar com máquinas. Uma vez um amigo comentou; “vocês não estão fazendo um espetáculo para dar certo, não tem como, alguma coisa vai dar errado”. Agora, psicologicamente, a cena do museu Guggenheim é foda. Sinto que a platéia fica num estado de suspensão, se perguntando “O que é isso?”, sempre me arrepio nessa cena, e também me pergunto “O que é isso?”</p>
<p><strong>04. Em <em>Luis Antônio-Gabriela, </em>vocês misturam artes – cênicas, pintura, vídeo&#8230; Farei uma pergunta parecida com a que fiz a atriz <a href="http://www.poucaseboasdamari.com/2011/07/entrevista-com-a-atriz-rosanne-mulholland/">Rosanne Mulholland</a> em julho do ano passado, pois gosto de buscar distintas opiniões. Você acredita que a tendência do teatro é essa: inserir outras artes como complemento das cenas? Ou não? É puramente uma questão de estilo da direção?</strong></p>
<p>Na verdade, acho que a encenação no Brasil tem uma dificuldade de caminhar. Quase que pára no tempo. Se você analisar outras manifestações artísticas, perceberá que caminham a medida que a sociedade evolui. Pensemos nos filmes de antigamente e nos filmes de agora, pensemos no que era as artes plásticas antigamente e o que é agora. Só para dar dois exemplos. Às vezes vejo a encenação no Brasil caminhando a passos de tartaruga.  Hoje, nossa concorrência no teatro é brutal, você pode ficar em casa, vendo qualquer tipo de programa, viajando o mundo com apenas um controle remoto. Você tem acesso a tudo na internet. Ou seja, a encenação precisa ter um algo a mais.  Você precisa sair do teatro e dizer “ainda bem que eu estive aqui”. Não ir ao teatro por uma “obrigação cult”. Respondendo sua pergunta, acredito que essa “polifonia” de manifestações artísticas é a evolução do teatro, é o que tem de contemporâneo. Se a informação contida numa cena chegará melhor ao receptor se usarmos outras manifestações artísticas, usaremos.  A história vem em primeiro plano, a maneira que vai contá-la não pode estar presa a pensamento estéticos.  Arte é o reflexo da realidade, a única coisa que fazemos é transportar os ruídos, o excesso de informação contida no nosso dia a dia para cima do palco. Isso não é excesso de criatividade, é tornar a encenação mais instigante.</p>
<p><strong>05. Ganhadora do Prêmio APCA de melhor peça do ano de 2011, indicações ao prêmio Shell, Bravo e Governador do Estado 2011. O que você considera o “ponto G” do espetáculo para tantos olhares positivos sobre ela? </strong></p>
<p>É tão<strong> </strong>difícil de saber. No teatro, às vezes você faz coisas maravilhosas, e por alguma ironia, essas coisas não acontecem.  Acredito que no caso “Luis Antonio-Gabriela” alguns fatores contribuíram para esses “olhares positivos”. Vamos a eles: um bom enredo, uma encenação diferente e instigante, um intenso processo de pesquisa e ensaios, uma equipe de profissionais talentosíssimos, uma boa estreia com temporada popular, ter uma boa assessoria de imprensa e o fazer com TESÃO.</p>
<p><strong>06. Antes de Luis Antonio-Gabriela, a Cia. Mungunzá encenou <em>Por que a Criança Cozinha na Polenta</em>, texto de Agaja Veteranyi (que assisti três vezes), com direção também do Nelson. Apesar de enredos completamente diferentes,  as duas peças falam de família e são carregadas de perturbações e emoções fortes. Coincidência?</strong></p>
<div id="attachment_10406" class="wp-caption alignright" style="width: 229px"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto4.jpg"><img class="size-medium wp-image-10406" title="foto4" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/foto4-274x300.jpg" alt="" width="219" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bob Souza</p></div>
<p>Não (rs). Você acha diferente? Eu não acho, aliás, acho bem parecidas. Ambas têm o ser humano como foco principal, ambas abordam conflitos familiares, têm a mesma equipe, mesmo tipo de encenação&#8230; Na verdade, a gente é chegado num drama mesmo (rs).</p>
<p><strong>07. A</strong><strong> Cia. Mungunzá de Teatro nasceu em 2006. Como se deu esse nascimento? E por que Mungunzá? </strong></p>
<p>É um grupo de teatro que nasceu nos corredores do Teatro Escola Macunaíma, já com a ideia de desenvolver pesquisas cênicas. Com o convite feito ao Nelson para dirigir nosso primeiro espetáculo, veio na bagagem alguns membros do Célia Helena. Hoje estamos em 10 membros, todos: artistas/técnicos/produtores/criadores&#8230; Todo mundo faz tudo (rs).  A palavra “Mungunzá” era uma piada interna dos tempos de escola, palavra que usávamos como verbo, adjetivo&#8230; Tudo. Aí quando criamos o grupo, o mais óbvio seria “Mungunzá”. Eu particularmente não gosto da palavra, acho que tem uma fonética feia. Porém, assim como as nossas peças, há uma beleza na feiúra, há uma poesia no grotesco.</p>
<p><strong>08. Novidades para 2012?</strong></p>
<p>Estamos no meio da temporada na Funarte, onde ficaremos até fevereiro. Depois vamos viajar com as duas peças para algumas cidades do interior de São Paulo. Faremos alguns festivais de teatro, entre eles: Festival de Curitiba também com as duas peças. Estamos negociando uma viagem para França e Portugal em julho. Estamos em negociação para uma possível temporada no Rio de Janeiro.  Negociando também outra temporada em São Paulo a partir de agosto. Parece pouco, mas não é não (rs). E nesse ano começaremos a pensar o próximo trabalho, com inicio de pesquisa/ensaio para 2013.</p>
<p><object width="300" height="250"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=34143878&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=1&amp;loop=0" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=34143878&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=1&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="300" height="250"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/34143878">Luis Antonio Gabriela</a> from <a href="http://vimeo.com/user9752524">Lucas Bêda</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>***Luis Antônio-Gabriela está em cartaz na Funarte até 26 de fevereiro de 2012. De quinta a domingo, 21h30</p>
<p><strong>Quer ter a entrevista com o ator Marcos Felipe em seus arquivos? Clique aqui <a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2012/01/Entrevista-com-Marcos-Felipe.pdf">Entrevista com Marcos Felipe</a> </strong><span style="color: #ff6600;"><strong>(para abrir o arquivo .pdf, precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)</strong></span></p>
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		<title>Entrevista com o cantor e compositor Marcos Sacramento</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 00:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mari Valadares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Poucas e Boas Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[marcos sacramento]]></category>

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		<description><![CDATA[// &#8220;A canção move o sentimento.&#8221; Marcos Sacramento O site Poucas e Boas da Mari entrevistou o cantor e compositor Marcos Sacramento. Versátil, Sacramento começou sua trajetória nos anos 1980 cantando pop/rock, e hoje, é visto como cantor de sambas. Em seu currículo artistas como Assis Valente, Noel Rosa e Custódio Mesquita. Em 1994, lançou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #ff6600;">&#8220;A canção move o sentimento.&#8221;<br />
</span></strong><span style="color: #000000;">Marcos Sacramento</span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #000000;">O site Poucas e Boas da Mari entrevistou o cantor e compositor Marcos Sacramento. Versátil, Sacramento começou sua trajetória nos anos 1980 cantando pop/rock, e hoje, é visto como cantor de sambas. Em seu currículo artistas como Assis Valente, Noel Rosa e Custódio Mesquita. Em 1994, lançou seu primeiro cd solo, <em>A Modernidade da Tradição</em>. Seu mais recente trabalho, <em>Na Cabeça</em>, foi uma síntese de tudo que vinha fazendo em disco, segundo o próprio cantor. Confira a entrevista com Marcos Sacramento:</span></strong></p>
<div id="attachment_10259" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto008.jpg"><img class="size-full wp-image-10259  " title="foto008" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto008.jpg" alt="" width="283" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Edu Monteiro/fotonauta</p></div>
<p><strong>01. Marcos, você começou na música seguindo o estilo pop/rock e hoje, é visto como cantor de sambas. Em seu site encontra-se a sua biografia, onde diz que “taxar Marcos Sacramento simplesmente por um estilo é deixar de ver vários lados do artista”. Você se considera um artista sem fronteiras?</strong></p>
<p>Tenho uma formação híbrida como muitos da minha geração. Ouvi de tudo, muita MPB, muita música “de rádio” do início dos anos 70, quando era adolescente, vi muita pornochanchada também dessa época, enfim, via novelas (e suas trilhas sonoras), li Castañeda e Neruda&#8230; (rsrsrs). É natural que as fronteiras fiquem meio difusas&#8230; confusas. Então o samba que tenho cantado acaba saindo cheio dessas influências.<strong> </strong></p>
<p><strong>02. <em>Na Cabeça</em> é o seu mais recente disco, união de sua voz com os violões de Zé Paulo Becker,Luis Flavio Alcofra e Rogério Caetano.  Como você definiria esse trabalho? </strong></p>
<p>Quis fazer uma síntese de tudo que vinha fazendo em disco. Convidei essas três feras para a empreitada. Queria fazer uma homenagem ao violão, que é o instrumento mais presente na minha carreira fonográfica.</p>
<div id="attachment_10260" class="wp-caption alignleft" style="width: 189px"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto003.jpg"><img class="size-medium wp-image-10260 " title="foto003" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto003-199x300.jpg" alt="" width="179" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Edu Monteiro/fotonauta</p></div>
<p><strong>03. Ruy Castro escreveu sobre você em 2004: “Não é apenas um sambista perfeito, mas um cantor completo. Quando quer ser romântico ou ‘sério’, a mesma coisa. Não há muita gente por aí capaz dessas proezas.”  Você se considera um cantor completo?</strong></p>
<p>Não sei, acho que não&#8230; mas se o Ruy falou&#8230; (rs)</p>
<p><strong>04. Na época do Carnaval nasceu <em>Fossa Nova</em>, disco em parceria com o pianista Carlos Fuchs. Esse disco, como o próprio nome diz, traz canções de fossa, tristeza.  Ele nasceu de um estado de espírito seu na época? Se sim, “as não alegrias” só viram canções se você estiver mergulhadas nelas?</strong></p>
<p>Fossa Nova reflete sim, um momento de muita introspecção, de muita perturbação. Eu vivia uma vida errante, bebendo muito, me drogando muito. E as letras trazem esse “simbolismo”. Gostei de “não alegrias”, porque não era exatamente triste a minha vida, mas também não era alegre. Acho que quando você escreve uma canção, está sempre mergulhado em algum sentimento (estamos sempre mergulhados em sentimentos) e a canção acaba sendo um reflexo dele. A canção move o sentimento.</p>
<p><strong>05. Em 2011, você realizou shows em homenagem ao centenário de Assis Valente e Mário Lago, e a Pedro Caetano. Além desses shows, em sua carreira há bastantes homenagens. Em uma entrevista realizada com o cantor Mateus Sartori, perguntei se as homenagens feitas por ele era uma vontade de agradecer a compositores que o influenciaram ao longo de sua carreira.</strong> <strong>Quando você aceita ou realiza um projeto desse tipo é com esse propósito?</strong></p>
<p>Acho que sim. Adoro o Mateus.</p>
<p><strong>06. Os noticiários “pintam” o Rio de Janeiro de uma maneira negativa. Já os artistas, um Rio diferente. E você traz em sua carreira esse Rio diferente. Isso é nostalgia? Ou é uma forma de mostrar as belezas (não as naturais, porque isso é inegável) de um Rio escondido?</strong></p>
<div id="attachment_10261" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto001.jpg"><img class="size-medium wp-image-10261 " title="foto001" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/foto001-300x195.jpg" alt="" width="240" height="156" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Edu Monteiro/fotonauta</p></div>
<p>Ouça um disco meu chamado “Caracane”. Ali eu reflito sobre uma cidade que não está no mapa das belezas mas das mazelas. Sou “critiquérrimo” com minha cidade.  Mas não sou negativo.</p>
<p><strong>07. Você participou de Kananga do Japão (1989), novela da extinta Rede Manchete, interpretando Orlando Silva, o cantor das multidões. Como foi essa experiência, Marcos?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Foi muito CHIQUE, a novela era CULT e eu era TRASH.</p>
<p><strong>08. Final de ano. Há alguma novidade para o ano que vem que você poderia adiantar aos leitores do Poucas e Boas da Mari?</strong></p>
<p>Olha Mari, de cara uma super novidade: estamos lançando, Zé Paulo Becker e eu, um CD que fizemos juntos e que se chama “TODO MUNDO QUER AMAR” . Vai sair pela Biscoito Fino no começo de 2012. Aguardem!!!</p>
<p>Beijos</p>
<p><object width="300" height="250"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CoMyG6UFh3Y?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" src="http://www.youtube.com/v/CoMyG6UFh3Y?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<pre><em>www.marcossacramento.com.br/acervo </em></pre>
<p><strong>Quer ter a entrevista com o Marcos Sacramento em seus arquivos? Clique aqui <a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/11/Entrevista-com-Marcos-Sacramento.pdf">Entrevista com Marcos Sacramento</a> <span style="color: #ff6600;">(para abrir o arquivo .pdf precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)</span></strong></p>
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		<title>Entrevista com o cantor Mateus Sartori</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 02:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mari Valadares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Poucas e Boas Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[mateus sartori]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A música é uma das coisas mais verdadeiras que faço na minha vida&#8221; Mateus Sartori O Poucas e Boas da Mari bateu um papo com o cantor Mateus Sartori. Dono de uma voz cheia de sensibilidade, Mateus conta sobre o seu mais recente cd, Franciscos, lançado em janeiro de 2011 e que traz composições de Chico [...]]]></description>
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<div style="text-align: right;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #ff6600;">&#8220;A música é uma das coisas mais verdadeiras que</span><br />
<span style="color: #ff6600;"> faço na minha vida&#8221;</span><br />
</strong><span style="color: #000000;">Mateus Sartori</span></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: left;"><strong>O Poucas e Boas da Mari bateu um papo com o cantor <a href="http://www.mateussartori.com.br/br/">Mateus Sartori</a>. Dono de uma voz cheia de sensibilidade, Mateus conta sobre o seu mais recente cd, <em>Franciscos, </em>lançado em janeiro de 2011 e que traz composições de Chico Buarque, Chico César, Chico Pinheiro, entre outros Chicos de nossa música brasileira. Além disso, o cantor fala sobre seus outros trabalhos e novos projetos.</strong></div>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>01. Mateus, você está em fase de divulgação do seu terceiro trabalho, <em>Franciscos</em>, que traz composições de Chico Buarque, Chico César, Chico Pinheiro, entre outros Franciscos. A ideia de gravar esse disco tem um viés religioso? Ou foi uma devoção apenas musical?</strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_8779" class="wp-caption alignleft" style="width: 177px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/08/MATEUS-SARTORI-Foto-Dani-Gurgel-6.jpg"><img class="size-medium wp-image-8779" title="MATEUS SARTORI -  Foto Dani Gurgel (6)" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/08/MATEUS-SARTORI-Foto-Dani-Gurgel-6-185x300.jpg" alt="" width="167" height="270" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Foto: Dani Gurgel </dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">Na verdade foi o seguinte: várias coincidências ficaram em torno desse trabalho. Sempre que termino de gravar um disco, já começo um processo de pesquisa de repertório para o próximo. Há uma ansiedade que toma conta de mim que não consigo controlar. Logo que terminei a gravação do meu segundo cd, o <em>Dois de Fevereiro</em>, lançado em 2008, já comecei a pensar em um próximo trabalho e a selecionar músicas, mas assim, sem a pretensão ainda de um tema do que é que eu faria. Comecei a ouvir coisas e selecionei aproximadamente umas 40 músicas. Aí viajei para uma cidade chamada São Roque de Minas, onde nasce o rio São Francisco e lá conheci um cara chamado Francisco, um senhor que trabalhava com venda de peças de mosaico. Fiquei conversando horas com ele, eu falando sobre música e ele falando sobre as artes plásticas. Era um senhor muito sábio e foi muito gostoso nosso bate papo. Durante a conversa, ele disse um negócio que não sabia, que a palavra música vem da mesma palavra grega que deu origem a palavra mosaico. Retornei e fiquei com aquilo na cabeça. Voltei ao processo de seleção de repertório e quando vi dentro desse repertório pré-selecionado, que ainda não tinha um tema, vi que ali já tinha quatro Franciscos contemplados: Chico Buarque, Chico César, Chico Pinheiro e Chico Saraiva. Daí para frente, começaram as coincidências todas de nome Francisco e fui mais a fundo na pesquisa dos nomes, na escolha de repertório em cima desse tema, conhecendo novos Franciscos na música brasileira. Foi um processo muito divertido, muito gostoso.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Minha próxima pergunta está relacionada com a escolha do repertório de <em>Franciscos.</em> Dentro dessa pluralidade de compositores chamados Francisco, foi muito difícil escolher o repertório?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Foi difícil, tenho que assumir, eram muitos compositores legais para escolher. Para você ter uma ideia, quando comecei a selecionar por compositor, queria contemplar uma música de cada Francisco que havia selecionado na pesquisa, que eram 10, acabei deixando Chico Buarque por último, porque sabia que ali eu ia me perder, ia querer gravar quase tudo. Então, selecionei nove e deixei um espaço para apenas uma música do Chico Buarque, que acabou não acontecendo, porque gravei <em>Cantando no Toró</em> e acabou entrando depois <em>Morro Dois Irmãos</em> de Chico Buarque também. Esse processo de pesquisa foi complicado, porque era muita coisa bacana de se gravar, mas quando iniciei o processo de pré-produção, de arranjos, a experimentar as músicas com a banda, o processo ficou mais claro. É um negócio meio clichê, todo mundo diz isso, mas é a pura verdade, a música meio que escolhe você. Você experimenta, parece que aquela música foi feita para você cantar, outras não e o disco vai se formando. O processo demorou mais em chegar nas 30 músicas para tirar 11 faixas. Depois as 11 já foi mais natural.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Como está sendo o processo de divulgação do <em>Franciscos</em>, Mateus?</strong></p>
<p style="text-align: left;">O cd é distribuído mundialmente pela Tratore, principalmente nos sites de vendas de mp3, como Itunes, entre outros. Todos os meus cds são independentes, então é uma divulgação de um artista independente, é uma divulgação pequena, que a gente vai colhendo coisas e conseguindo novos espaços a cada trabalho. É assim o mercado fonográfico de hoje, infelizmente. Ou você está em uma grande gravadora, que paga tudo, que coloca a sua música na rádio, nas novelas e coloca você para circular o mundo inteiro, ou é um artista independente que cava o próprio espaço no dia a dia. Eu sou essa segunda opção.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Eu sempre toco nesse assunto sobre artistas independentes. Vocês acabam tendo mais liberdade em seus trabalhos, não?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Isso é bem verdade, mas conheço artistas que fazem parte de gravadoras, de um mercado maior que têm essa liberdade de escolher o que querem fazer, as músicas que querem gravar, quem vai produzir, quem vai tocar. Isso depende muito do segmento que você faz parte. Quando o segmento é direcionado para a Música Popular Brasileira, desse tipo de música que eu faço, que é uma música mais de pesquisa de repertório, de despreendimento do mercado e fazer o seu trabalho, aquilo que acredita, você ainda consegue ter controle. Agora, se você faz parte de um grande mercado de vendas de cds, de shows, um mercado mais pop, vamos dizer assim, ai tem que se enquadrar dentro daqueles padrões que a gravadora vai pedir. Eu por exemplo, como artista não aceitaria fazer, mesmo que houvesse um investimento grandioso na minha carreira, uma coisa que não acredito. A música é uma das coisas mais verdadeiras que faço na minha vida, então fazer isso para ganhar status, fama, dinheiro, isso é uma coisa que não caminha junto com a arte.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>02. Agora vamos falar do seu segundo cd, <em>Dois de Fevereiro </em>(2008)<em>. </em>Você acredita que ele<em> </em>foi um trabalho chave em sua carreira? Afinal, com ele, você foi muito elogiado pela crítica e percorreu grandes palcos do Brasil. </strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">Eu devo muito ao meu segundo disco. Nas entrevistas, costumo dizer que no meu primeiro cd, que foi lançado em 2006, fiz dois shows: um grande show, que foi o de lançamento e mais um show em São Paulo e não consegui mais circular com esse disco. Viajo com meu segundo disco até hoje. Por exemplo, apresento no dia 04 de setembro (2011), em Mogi das Cruzes (SP), mais um show desse disco com o Danilo Caymmi, que é um grande parceiro, que tem viajado comigo o Estado de São Paulo inteiro. Agora, já começamos a pensar num projeto em homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, que deve acontecer no Rio de Janeiro. É um disco que sem dúvida abriu muitas portas, rendeu muitas críticas positivas, não só no Brasil, mas no exterior também, muitos elogios da crítica especializada falando desse trabalho e consequentemente acabei viajando mais com ele, fazendo mais shows. Isso meio que consolidou a minha carreira como um cantor e até então, o terceiro trabalho, que é o <em>Franciscos</em>, o caminho tem sido muito mais fácil do que o primeiro. Com certeza, eu devo sim ao meu segundo cd, que foi em homenagem ao Dorival Caymmi.</div>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Esse projeto com o Danilo já tem data para começar?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Esse projeto iniciou em novembro do ano passado, nós já fizemos aproximadamente 20 shows e tem mais esse show em Mogi das Cruzes. Depois tem mais algumas coisas para acontecer. Faço no finalzinho de setembro, um show no Rio de Janeiro e ele faz uma participação lá comigo. Agora, esse projeto dos 100 anos do Caymmi ainda está sendo esboçado, porque é um projeto que talvez a família toda participe. Então, acredito que lá para 2013 mais ou menos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>Dois de Fevereiro</em>, como você disse, homenageia Dorival Caymmi. Você também já gravou Ataulfo Alves e Adoniran Barbosa. Homenagens são frequentes em seus trabalhos.  Por quê? Seria uma vontade de agradecer a compositores que o influenciaram ao longo de sua carreira. </strong></p>
<p style="text-align: left;">Não só isso.  Agradecimento a essa obra, a esse cancioneiro da música brasileira a gente deve todos os dias, por isso acredito nessa música e quando vou gravar um disco, faço pesquisa. Por exemplo, o meu último disco agora foi uma música da década de 30, que foi gravada pelo Francisco Alves, mas é do Francisco Matoso com Lamartine Babo “Eu sonhei que tu estavas tão linda&#8230;”. Acho bacana o artista novo abrir espaço para novos compositores, mas como intérprete que sou, é interessante você resgatar essas músicas que atravessam gerações, você traz de novo à tona nome de cantores e compositores de uma época em que a música, felizmente nessa época, era muito mais valorizada, esse nicho de música estou dizendo era muito mais valorizado do que hoje. Essa coisa de homenagear sim, gosto de trabalhar não especificamente com homenagens, mas gosto de trabalhar com projetos temáticos. Penso em um tema e a minha pesquisa parte desse tema. Do Dorival Caymmi foi o tema do meu segundo disco, agora o <em>Franciscos</em> é o tema do terceiro. Esses trabalhos que eu participei, tanto do Ataulfo, como do Adoniran, foram produções de um grande amigo, o Thiago Marques, e acabei participando. Gosto de trabalhar com discos temáticos e sim, é uma forma de agradecer essa obra maravilhosa que a gente tem na nossa música.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>03. Em 2009, você lançou o projeto VILA DE SANT´ANNA, que teve como objetivo principal registrar e divulgar a produção musical da cidade de Mogi das Cruzes (SP).  Conte- nos um pouco sobre esse projeto. </strong></p>
<p style="text-align: left;">Nasci em Franca, minha família toda ainda reside em Franca, mas moro em Mogi desde os meus dois anos de idade. Tudo o que fui conseguindo em minha carreira até hoje devo muito a minha cidade. Um celeiro de bons compositores, ótimos artistas plásticos, excelentes peças de teatro. Apesar de estar muito próxima de São Paulo, a gente tem um nível muito bacana de artes na cidade e eu queria divulgar um pouco mais dessa música que é produzida aqui e que infelizmente não vai sair da cidade se um artista não expor isso para fora, porque são compositores que tocam a noite, que se contentam com esse espaço dos bares, que não querem uma projeção, não querem gravar disco, nada disso, mas são excelentes compositores. Então,  pensei num projeto em que eu gravaria vários compositores&#8230; O que faço? Quando viajo para cidades para fazer shows, levo esses discos e faço contato com compositores dessas cidades e dou de presente esse disco para que as pessoas conheçam a produção musical de Mogi das Cruzes.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O cd é o <em>Barroco</em>, né?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Isso! O cd Barroco eu gravei 11 compositores de Mogi.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>04. Além da formação musical erudita e popular, você é arquiteto urbanista. Uma formação “constrói” a outra?</strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_8781" class="wp-caption alignleft" style="width: 183px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/08/MATEUS-SARTORI-Foto-Dani-Gurgel-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8781 " title="MATEUS SARTORI -  Foto Dani Gurgel (4)" src="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/08/MATEUS-SARTORI-Foto-Dani-Gurgel-4-192x300.jpg" alt="" width="173" height="270" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Foto: Dani Gurgel</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">O dia a dia constrói o ser humano. A formação de arquitetura me auxilia na montagem dos meus shows, na concepção da luz dos meus shows, cenário quando tem, os encartes e material gráfico dos meus cds sou eu mesmo que produzo. Nas turnês que faço, normalmente crio todas as peças publicitárias, planejo todo o material de divulgação. Sem dúvida, a arquitetura sempre me ajudou muito e o canto erudito, minha escola, me auxiliou bastante no canto popular em função de técnica, de resistência vocal, impostação. Aprendizado nunca é de mais, sempre você vai utilizar aquilo para alguma coisa, seja em sua carreira ou no seu cotidiano.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>05. Há alguma novidade para esse segundo semestre?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Para o segundo semestre comecei a pensar em um projeto junto com um amigo, o Guilherme Ribeiro&#8230; Luiz Gonzaga completaria 100 anos se estivesse vivo e a gente pensou em um projeto agora, para quem sabe ano que vem colocar isso em prática. Já comecei a pensar num próximo trabalho para lançar para daqui a um ano e meio, dois anos, mas já comecei a ouvir algumas coisas em busca de repertório. Mas a intenção principal agora ainda é viajar com o cd <em>Franciscos</em>, porque o disco é muito recente, foi lançado em janeiro, ele tem vida longa ainda.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Mateus, muito obrigada pela entrevista!</strong></p>
<p style="text-align: left;">Eu quem agradeço o espaço. Como eu disse, o artista que não faz parte desse grande mercado tem certa dificuldade para divulgar o trabalho e projetos como o seu, por exemplo, nos ajuda a levar nossa música para outros lugares e a outras pessoas que não tiveram acesso. Eu agradeço a abertura.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Obrigada pelas palavras!</strong></p>
<p style="text-align: left;"><object width="300" height="250"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TRgDCg7imJQ?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" src="http://www.youtube.com/v/TRgDCg7imJQ?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Quer ter a entrevista com o Mateus Sartori em seus arquivos? Clique aqui <a href="http://www.poucaseboasdamari.com/wp-content/uploads/2011/08/Entrevista-com-Mateus-Sartori.pdf">Entrevista com Mateus Sartori</a><span style="color: #ff6600;"> (para abrir o arquivo .pdf precisa ter o programa Adobe Reader – Imprima se necessário, preserve o meio ambiente)</span></strong></p>
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