Entrevista com a atriz Tânia Khalil
September 16, 2006 by Mari Valadares
Filed under Poucas e Boas Entrevistas
01. Tânia, você começou sua carreira na televisão em uma novela das 8, a novela Senhora do Destino (2004/2005 – Rede Globo), do Aguinaldo Silva. Sua personagem, a Nalva, durante a trama, ganhou muito destaque. Você sentiu um peso, uma responsabilidade maior por conta desse destaque logo na sua estréia na TV?
Eu me senti muito feliz, satisfeita, estava investindo tudo que podia naquela chance, então acho que essas sensações eram maiores do que o “peso”, mas claro que ele também estava lá.
02. Você é formada em psicologia e quando cursava a faculdade, teve vontade de ser atriz. De alguma forma a psicologia a ajuda na carreira de atriz?
Sem dúvida!!! A psicologia ajuda em vários aspectos da vida, pois é uma “ciência” que estuda os “movimentos” da alma humana. Essa busca por compreender as emoções, sensações e sentimentos é uma busca comum ao ator e psicólogo. Acho que são “estudos” que podem caminhar juntos e somarem-se.
03. Foi difícil chegar a TV?
Sim. É um meio muito fechado, as chances são poucas e o espaço para ser testado e poder mostrar o seu trabalho é muito pequeno, além da sorte ter que estar ao seu lado.
04. Hoje, você é Nikki, na novela Cobras e Lagartos (2006 – Rede Globo). E para interpretá-la, você mudou radicalmente o visual, deixando a imagem da Nalva de Senhora do Destino para trás. Cortou os cabelos e os pintou de loiro, colocou lentes e emagreceu. Vale tudo para ter um papel, seja em um filme, novela ou uma peça?
Não acho que funciona assim. Ninguém chegou e me falou: ” você vai ter que…” “Se quiser o papel tal…” Cortei o cabelo porque quis, mudei da forma que achei que poderia ser uma composição interessante para o papel e emagreci um pouco porque quis também. Então se o ator acha interessante compor e propor certos aspectos para o papel ótimo, se não, tem que estar de comum acordo com o que lhe for sugerido. Mas isso de “valer qualquer coisa para fazer um papel” não existe. Na minha opinião, não é por aí! Vale o que o artista quer, o que acha rico, interessante, o ator é um ser ativo e não passivo.
05. Todos pensavam que sua participação na novela Cobras e Lagartos seria curta, pela suposta morte de sua personagem. Para o ator, qualquer tipo de participação (longa, curta ou até mesmo uma ponta) é válida?
Não acho que é o tempo que delimita as qualidades do personagem e sim o quê o papel quer dizer – se é interessante, se tem importância para quem atua, e não a “exposição” do papel. Isso é muito “pouco” para um ator aceitar ou não um papel. Pode ser uma participação enorme e não dizer nada ou em uma cena fazer o melhor trabalho da vida. Hoje em dia a preocupação de muita gente é aparecer fazendo qualquer coisa, essa certamente não é a minha.
06. O que acontecerá com a Nikki durante a trama? Pode adiantar alguma novidade?
Ela ainda vai causar muito…
07. Além das novelas, também já fez peças teatrais, como por exemplo “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues. A preparação que você faz para uma personagem no teatro é diferente para televisão?
A preparacão é parecida, mas o “tamanho” e a forma das expressões mudam conforme o veículo.
08. Pensa em fazer cinema?
Sim!!! Adoraria!!!
09. Depois de Cobras e Lagartos você vai descansar?
Um pouquinho, mas prefiro trabalhar…
10. Uma mensagem para os freqüentadores do blog “Poucas e Boas da Mari”.
Deixo a todos um grande beijo e muita luz!!! Carpe diem!!!
Fotos: Ike Levy
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