Entrevista com a cantora Tika

“Esse EP é o meu voo solo. Canto profissionalmente há dez anos e chegou o momento de firmar minha identidade na música, minha maneira de concebê-la.”
Tika

O blog Poucas e Boas da Mari entrevistou a cantora Tika, vocalista da banda Quizumba. Natural da cidade de Rio Claro (SP), Tika, como é conhecida Marina Casonato, tem contato com a música desde muito pequena. “A música nasceu comigo”, diz. Este ano, a cantora lançará o seu primeiro EP solo, Turbilhão, que contém cinco canções, duas delas autorais e uma do compositor pernambucano, Junio Barreto, que já escreveu canções pra Gal Costa, Maria Rita, Lenine, entre outros. “Chegou o momento de firmar minha identidade na música”, pontua. Tika conta sobre sua carreira e projetos nesta entrevista. Confira!

Reprodução

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POUCAS E BOAS DA MARI – Tika, começo nossa entrevista com uma pergunta inevitável. Fale um pouco sobre sua história com a música.

TIKA – Oi Mari. A música nasceu comigo, desde muito pequena, uns dois anos (vi nos vídeos!), minha brincadeira preferida era dançar e cantar na frente do aparelho de som. Comecei a fazer aulas de dança aos três anos e de canto aos oito. Fiquei dez anos no coral do Colégio Puríssimo de Rio Claro, minha cidade natal, sob a regência da pianista Irmã Hermínia Maria Zago. Não poderia ter iniciado melhor na música. A Irmã Hermínia é de sensibilidade musical apaixonante. Depois fui aprender violão e teoria musical no Solar das Artes, com o maestro Pedro Cameron até ingressar na Faculdade de Música. Sou licenciada em Música pela Universidade Federal de São Carlos e estudo canto popular no Conservatório de Tatuí.

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Wilson Teixeira homenageia Tonico e Tinoco no Sesc Piracicaba

Divulgação

Divulgação

No dia 16 de março, domingo, às 16h, o violeiro, cantor e compositor, Wilson Teixeira, se apresentará na Área de Convivência da Comedoria, no Sesc Piracicaba, com o show Tributo a Tonico e Tinoco. A entrada é livre e gratuita para todos os públicos.

No repertório, sucessos como Tristeza do Jeca, Chico Mineiro, Moreninha Linda, Feijão Queimado e Beijinho Doce são intercaladas com causos e fatos curiosos sobre os mais de 60 anos de estrada da famosa dupla caipira.

Wilson Teixeira estará acompanhado dos músicos Vinícius Bini (contrabaixo) e Marcelo Farias (violão).

O Sesc Piracicaba fica na Rua Ipiranga, 155, Piracicaba (SP).

Oscar, selfies, pizza e nada de surpresas

12 anos de Escravidão (Reprodução)

12 anos de Escravidão (Reprodução)

Falar como foi a 86ª edição do Oscar, realizada no dia 02 de março, é chover no molhado. Escrevo há algum tempo sobre a cerimônia e sempre repito as mesmas impressões “mais do mesmo”. Até a Jennifer Lawrence caiu de novo.

O que diferenciou essa edição das outras foram as “selfies” de Ellen DeGeneres, a anfitriã da noite. Muito mais simpática que Seth MacFarlane, que fez apresentação grosseira e sem graça em 2013, Ellen usou e abusou dos “autorretratos”. Em um deles, reuniu grande elenco como Julia Roberts, Meryl Streep, Bradley Cooper e Kevin Space e conseguiu mais de 2 milhões de compartilhamentos no Twitter. A apresentadora também serviu pizza aos presentes em uma de suas brincadeiras, Brad Pitt foi um dos que saboreou um pedaço.

Durante a entrega dos prêmios não houve surpresas. Talvez a surpresa tenha sido Lupita Nyong’o, de 12 anos de Escravidão, que ganhou o prêmio de Atriz Coadjuvante. Em seu primeiro longa, desbancou atrizes de peso.

O fato de Trapaça, do diretor David O. Russell, com dez indicações sair de mãos vazias não foi surpreendente, afinal, é apenas um filme de elenco bom.

Ator coadjuvante não podia ser diferente. Jared Leto levou merecidamente o Oscar. Sua atuação em Clube de Compras Dallas como o travesti Rayon, portador do vírus da Aids, foi sensacional. Sem exageros!

As categorias de Melhor Ator e Atriz já tinham destino certo – Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas, e Cate Blanchett, por Blue Jasmine, que já tinham levado o Globo de Ouro deste ano para casa.

Frozen – Uma Aventura Congelante ganhou de Melhor Animação. O filme era favorito e deu aos estúdios Disney a primeira estatueta do Oscar nessa categoria. Confesso que torcia por Meu Malvado Favorito 2, mesmo sabendo que era em vão. Frozen também arrematou o prêmio de Melhor Canção Original.

Gravidade levou sete estatuetas para casa, incluindo a de Melhor Diretor para o mexicano Alfonso Cuarón. Com todos esses prêmios de Gravidade, confesso que fiquei apreensiva sobre a categoria Melhor Filme. Mesmo sendo um filme visionário e que impressiona, não merecia levar o prêmio principal, que ficou com 12 anos de Escravidão, do britânico Steve McQueen.

Por falar em McQueen, o diretor, que tem apenas três longas-metragens no currículo, foi o primeiro diretor negro a vencer nessa categoria. Minha torcida era para Clube de Compras Dallas, mas achei justo o resultado. Além de ser um filme muito bom, 12 anos de Escravidão conta história real, de sofrimento, toca na ferida do racismo de ontem e sempre, bem diferente de Tarantino e seu Django Livre.

Homenagens

Os 75 anos do filme O Mágico de Oz, estrelado pela bela Judy Garland, foi lembrado e ganhou uma linda homenagem na voz da cantora Pink, que cantou Somewhere Over The Rainbow. Nosso Eduardo Coutinho apareceu nas homenagens póstumas. Coutinho foi  assassinado pelo filho no mês de fevereiro.

Zélia Duncan em Tudo Esclarecido no Sesc Piracicaba

No dia 22 de fevereiro, após nove anos, a cantora Zélia Duncan retorna ao Ginásio do Sesc Piracicaba para apresentar Tudo Esclarecido, show com canções de Itamar Assumpção, um dos ícones da Vanguarda Paulista dos anos 80.

Além do repertório de Itamar, Zélia cantou antigos sucessos, como Catedral, Não Vá Ainda, Tudo Sobre Você e homenageou Cássia Eller, com O Segundo Sol. No bis, voltou com Nos Lençóis Desse Reggae e uma sequência de canções de reggae.

A cantora foi acompanhada pela banda formada por Ézio Filho (baixista e diretor musical do show), Webster Santos (guitarra e violão), Léo Brandão (teclado e acordeon) e Lucio Vieira (bateria e percussão) e o músico, arranjador e produtor Christiaan Oyens (violão, guitarra slide e percussão), parceiro de Zélia em várias composições.

O show fez parte do Circuito Sesc de Música e passou também pelas unidades de Araraquara, Bauru e Catanduva.

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